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domingo, 23 de setembro de 2018

Ciro Gomes nos deve explicações


É muito grave a afirmação do candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) sobre proposta de traficantes que, segundo ele, foi feita ao Governo do Ceará para reduzir número de homicídios. "Por que lá no Ceará homicídio está explodindo e os outros crimes não? Porque lá não se faz acordo. Você pensa que já não foi oferecida a nós a possibilidade de fazer acordo? Fecha os olhos para a passagem das drogas, que a gente dá um jeito de dar uma paz no terror", declarou Ciro em entrevista à rádio O POVO/CBN no último dia 19, ressaltando que no governo de São Paulo esse tipo de acordo existe.

Sobre o assunto


Algumas perguntas podem ser feitas a partir desta grave fala de Ciro. Quem, exatamente, chegou a fazer esse tipo de proposta? E de que forma? Um bilhete, um email, uma mensagem no WhatsApp, uma conversa tête-à-tête? Outra questão: quem teria recebido esse conteúdo? O Executivo chegou a negociar com criminosos? Por ser padrinho político do atual governador, Ciro tem acesso a informações privilegiadas? Os autores da ideia foram autuados? Que elementos o pedetista tem para acusar uma gestão de outro estado, comandada por um partido adversário, para acusá-lo de fazer acordos com grupo criminoso?

No tocante ao Ceará, autoridades procuradas pelo O POVO desconhecem a informação. Nem a secretária da Sejus, Socorro França, nem o diretor do Sindasp/CE, Natanael Andrade, nem presidente do Copen, Cláudio Justa, confirmam existir esse tipo de acordo. A vice-governadora do Ceará Izolda Cela (PDT), que também coordena o "Ceará Pacífico", principal programa do Executivo com ações múltiplas de combate à violência afirma, "Não chegou ao meu conhecimento".

Ora, se pessoas de dentro do Palácio da Abolição desconhecem essa suposta proposta, como Ciro Gomes chegou a ter informações sobre ela? E por que só agora tornou pública? Via assessoria, foram solicitadas ao ex-governador mais detalhes sobre o caso, que se resumiu a dizer que "o que ele tinha para dizer foi dito". Entretanto, há, sim, ainda muita coisa a ser dita, e é dever do MP entrar no assunto para torná-lo mais claro.

O que se espera é que não seja mais uma bravata do pedetista para tentar escapar de algum tema que o incomoda. No caso, os alarmantes índices de assassinatos no Ceará. Em uma entrevista anterior, concedida ao Jornal Nacional, Ciro foi mais sensato quando tentou explicar a situação, alegando que a Polícia do Estado não estava preparada para a chegada das facções, que disputam diversos territórios. Ao menos cria menos constrangimentos para seus aliados aqui no Estado. 

Ítalo Coriolano 

coriolano@opovo.com.br

jornalista do O POVO

Fonte: O Povo

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