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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Casal é preso em Fortaleza suspeito de estuprar a própria filha durante cinco anos

Casal suspeito de estuprar uma adolescente de 13 anos foi preso na última quarta-feira, 5, na comunidade da Rosalina, no bairro Parque Dois Irmãos, em Fortaleza. O crime ocorria, segundo a Polícia, desde que a vítima tinha oito anos. A mulher é mãe da adolescente e foi autuada por omissão, enquanto o marido, padrasto da vítima, foi preso por estupro a vulnerável. 

Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda, 10, a Polícia apontou que a menina também era espancada. Na última agressão, a mãe dela utilizou uma barra de ferro e uma pá. A adolescente pediu ajuda no colégio onde estuda e a denúncia então chegou à Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (DCECA).

A delegada Rena Gomes Moura explicou que "havia bastantes agressões físicas, tanto por parte do padrasto quanto da mãe". O espancamento com barra de ferro fora denunciado em 17 de agosto. A vítima foi submetida a exames periciais que constataram as agressões.

Em depoimento, acompanhado por psicólogos e assistentes sociais, a menina contou que os abusos sexuais passaram a ser mais constantes a partir dos 10 anos. Ela também disse que era ameaçada pelo padrasto para que não denunciasse o caso. 

Conforme a delegada, a mãe diz ter “conversado” com o agressor, mas não tomou nenhuma medida efetiva para coibir os estupros. Já para justificar as agressões físicas, a mulher diz que elas eram praticadas para “disciplinar” a garota. 

A menina demonstrou “intenso abalo psicológico”, está abrigada por órgãos de proteção e pode ser encaminhada aos cuidados de familiares. Medida protetiva foi expedida para garantir o afastamento dos agressores. 

O casal tem outros dois filhos, de 9 e 4 anos, que também são acompanhados pelo Conselho Tutelar. O inquérito ainda apura se essas crianças também sofriam abusos.

O acusado do crime tem passagens pela polícia por homicídio doloso, tráfico de drogas e porte e posse ilegal de arma de fogo. Os nomes dos acusados não são divulgados para preservar a segurança da vítima.

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