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quarta-feira, 18 de julho de 2018

Ceará registrou 1.607 ligações de energia clandestinas

A Enel Distribuição Ceará identificou 1.607 ligações clandestinas de energia somente nos seis primeiros meses deste ano. Desse total dos chamados “gatos”, 607 foram regularizados e 1.000 retirados. O total contabilizado no semestre é 8,5% menor ante igual período do ano passado, quando 1.757 fraudes foram autuadas. Apesar inferior, a quantidade de furtos segue expressiva no Estado.

De acordo com Francisco Queiroz, gerente de operações da Enel, a empresa tem duas linhas de ação para as ocorrências. “Uma é a regularização dos casos, em que a gente conversa com o cliente. Normalmente, nesses casos, já existe energia na rua, mas por desconhecimento ou facilidade, (o cliente) fica na clandestinidade. Mas tivemos mil casos em que foi preciso fazer o desligamento porque não tinha jeito”, explica.

Na Capital, a maior incidência, conforme Queiroz, concentra-se na Lagoa Redonda, Cidade 2000 e Parque Genibaú.O número deste ano, conforme Queiroz, justifica-se por ações realizadas em 2017. Além dos cortes e regularizações, 26 pessoas já foram presas por furto de energia nos primeiros seis meses deste ano. As prisões ocorreram em nove municípios do Estado. As cidades com maior número de autuações foram Fortaleza (5), Tianguá (4) e Sobral (3). Em 2017, foram efetuadas 58 prisões.

Segundo ele, são bairros mais pobres, que cresceram de forma desordenada e oriundos da invasão de terrenos. O gerente ainda afirma que alguns locais, como áreas de proteção ambiental e ocupações irregulares, sequer conseguem ser regularizados devido à legislação. Erildo Pontes, presidente do Conselho de Consumidores da Enel, avalia que a recessão econômica e a alta do custo de vida impactam no maior número de fraudes.

Apesar de ser maioria, a periferia não concentra todos os casos da prática. Em maio, 17 condomínios de luxo localizados nos bairros Aldeota e Meireles foram alvos de inspeções. O valor total do débito dos apartamentos ultrapassou R$ 400 mil.

E quem paga a conta? De acordo com Queiroz, 90% das ligações clandestinas são feitas diretamente da rede da concessionária. “Uma parte do prejuízo é absorvida pela concessionária e outra é paga por todo mundo, porque esta é uma das variáveis que entram no cálculo de revisão da tarifa, mas essa cobrança repassada tem um limite”, diz.

Elias Sousa do Carmo, presidente do Sindienergia, avalia ainda perdas da qualidade do serviço. “A rede é dimensionada e as cargas oficializadas pedidas. As ligações clandestinas deixam a rede sobrecarregada”.

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