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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Cresce a população do Ceará que nem trabalha nem estuda

O Ceará teve 29,4% da sua população entre 15 e 29 anos sem estudar nem trabalhar em 2017, número que cresceu em relação à pesquisa do ano anterior. Em 2016, 28,8% dos cearenses estavam nesta condição.

O índice equivale a 677 mil cearenses com idade entre 15 anos e 29 anos sem frequentar a sala de aula e sem trabalhar em 2017. No ano anterior, eram 642 mil pessoas na mesma situação.

Em todo o Brasil, eram 48,5 milhões de pessoas com idade entre 15 e 29 anos, mas 11,1 milhões delas não trabalhavam e também não estavam matriculadas em uma escola, faculdade, curso técnico de nível médio ou de qualificação profissional.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e são referentes a 2016. Nesta quinta (14), pesquisa do IBGE mostrou que 30% da população cearense está desalentada, ou seja, desistiu de procurar emprego.

Diferenças de gênero

Razões para homens e mulheres de 15 a 29 anos não estudarem
A Pnad também oferece dados sobre os motivos dados pelas pessoas para não estarem estudando. Do total de pessoas nessa situação, 7,4% afirmaram que já haviam concluído o nível de esnino que desejavam. Mas os demais motivos tiveram respostas variáveis de acordo com o sexo

Entre os homens, 49,4% afirmaram que as razões eram ou porque trabalhavam, ou porque estavam buscando emprego ou já conseguiram trabalho, que começariam em breve. Entre as mulheres, essa justificativa foi usada em 28,9% dos casos.

O segundo motivo mais comum para os homens não estudarem é a falta de dinheiro para pagar a mensalidade, o transporte, o material escolar ou outras despesas educacionais. Ele foi apontado por 24,2% dos homens e 15,6% das mulheres.

Cuidados com os filhos e a casa

Por outro lado, entre as mulheres, o segundo motivo mais citado para estarem fora da sala de aula é ter que cuidar dos afazeres domésticos ou de criança, adolescente, idosos ou pessoa com necessidades especiais. Essa razão foi apontada apenas por 0,7% dos homens.

Marina Águas explica que esse tipo de cuidado doméstico ou com a família, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), configura trabalho.

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