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domingo, 18 de março de 2018

Foragido nada invisível. Acusado da chacina nunca saiu do Benfica

 Polícia levou sete meses para prender Douglas Matias. Antes de ser acusado da Chacina do Benfica, ele ameaçou testemunhas e circulou livre.
PRAÇA DA GENTILÂNDIA. Território amedrontado pelo "invisível" Douglas Matias, acusado da Chacina e de outra execução EVILÁZIO BEZERRA

Quando o juiz Edson Feitosa dos Santos, da 4ª Vara do Júri, decretou em setembro de 2017 a prisão preventiva de Douglas Matias da Silva, ele escreveu que a demora na concessão da medida judicial poderia “resultar em dano irreparável contra a ordem pública”. Na época, Douglas era considerado foragido suspeito de uma execução na Praça da Gentilândia. 

Sobre o assunto


Quase como uma premonição, sete meses depois do pedido de prisão, e o seu não cumprimento, o rapaz de 25 anos seria um dos principais personagens da Chacina do Benfica. Em menos de um ano, ele (e outros dois) voltaria ao epicentro de outro crime na mesma praça e, provavelmente, em outros dois locais no dia 9/2. Dois dias depois, foi preso em flagrante, acusado pelo ataque que deixou sete pessoas mortas. O que parecia pressentimento do juiz Edson Feitosa, na verdade, estava baseado em fato objetivo e de como a vida comum de Douglas foi se transformando em uma narrativa criminosa e ameaçadora para ele e a Cidade. Antes da chacina do Benfica, Douglas, foi reconhecido por testemunhas como o matador de Guilherme Renan Alves de Figueiredo Delane, 20. De acordo com o inquérito policial, conduzido pela delegada Ruth Vasconcelos Benevides (Divisão de Homicídios), além de executar, em 4/8/2017, Guilherme Renan com sete tiros, dois deles na cabeça, Douglas, mesmo procurado pela polícia, era senhor das ruas do Benfica durante os sete meses que separaram a ocorrência do assassinato e o massacre deste mês. Tanto que ele nunca se intimidou em transitar em um bairro coberto por, no mínimo, dois quarteis da Polícia Militar (Choque e 5º Batalhão) e duas delegacia, o 34º Distrito Policial e a própria Delegacia de Capturas. 

Fez pior, segundo denúncia do promotor Ythalo Loureiro, da 4ª Promotoria do Júri. Após a morte Guilherme, o alvo na verdade seria o irmão da vítima, o homicida passou a ameaçar a família do assassinado. 

“O indiciado reside no mesmo bairro dos familiares da vítima, e segundo testemunhas, frequentemente ronda (de moto) a frente da residência como forma de intimidação, causando medo às testemunhas que temem por suas vidas”, reproduz o promotor.

A demora na concessão da medida (prisão de Douglas Matias) poderá resultar em dano irreparável contra a ordem pública"
EDSON FEITOSA, EM 2017 Juiz da 4ª Vara do Júri de Fortaleza 

Temido na comunidade do Benfica por também ser da facção Guardiões do Estado, Douglas fez o promotor Ythalo Loureiro sugerir que as testemunhas ingressassem no Programa de Proteção às Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita). Mas não aceitaram. Uma delas, preferiu deixar o Ceará.  

O pedido de prisão preventiva foi feito pelo promotor em 8 de setembro do ano passado. Douglas, segundo relatou o promotor, possuía “grave propensão a práticas criminosas”. E seu enclausuramento, além de necessário para proteger a ordem pública, era condição para “interromper as atividades criminosas por ele praticadas” em forma de roubo de carros, receptação, tráfico de drogas e execução sumária de inimigos. 

Quatro dias depois do pedido do Ministério Público, o juiz Edson Feitosa decretou a prisão de Douglas. Sob pena de “dano irreparável contra a ordem pública”. Foragido no próprio Benfica, Douglas foi preso semana passada. Após, supostamente, voltar a matar no próprio bairro.

VÍTIMAS 

7 pessoas foram executadas na Chacina do Benfica, no último dia 9. Pelo menos três matadores, em um carro Fiat Punto, seriam os autores 


DEMITRI TÚLIO

O Povo

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