quarta-feira, 21 de março de 2018

Acusado de expulsar famílias no Jangurussu é preso e oferece propina a policiais

Um dos homens apontados como responsáveis por expulsar famílias na região do Grande Jangurussu foi preso nesta terça-ferira, 20. Ao ser encontrado, Eugênio Alves Bezerra, conhecido como Avatar, 38 anos, ofereceu propina para que os policiais civis o liberassem.

Além de corrupção ativa, ele foi preso em flagrante por uso de identidade falsa. O homem também é suspeito de homicídios e tráfico de entorpecentes, e tinha mandado de prisão preventiva em aberto. Avatar já foi condenado por latrocínio de um policial militar em maio de 2006, mas fugiu da Unidade Prisional Agente Luciano Andrade Lima (Upalal) onde cumpria pena, em Itaitinga, em 2016. 

À época do crime, o soldado Francisco Josafá Rocha, 32, foi morto no cruzamento da Avenida Santos Dumont com a Rua Barbosa de Freitas. O militar estava fardado e com moto da Polícia Militar, mas não estava a serviço da corporação. A vítima carregava malotes de uma agência lotérica quando foi assassinado. 

Liderança familiar

Conforme o delegado Maurício Júnior, titular do 30º Distrito Policial (DP), Eugênio é irmão de Manuel Marques Palhano, o Manel, considerado líder da organização criminosa no bairro. "Com a prisão do Manel, o irmão quis mostrar força para assumir a liderança. Começou a expulsar famílias, ordenar a morte de pessoas e cometer homicídios. As investigações mostram que ele intensificou a conduta criminosa", afirmou.

De acordo com o policial civil, Avatar foi preso na favela Jagatá. Ele atuava também nos bairros Euclides da Cunha e do Conjunto Palmeiras. "Ele era difícil de ser localizado, tanto que ficou surpreso quando o encontramos, e ofereceu R$ 50 mil a equipe tentando comprar os policiais", contou. 

Modus operandi 

O titular do 30º DP explicou que a quadrilha escolhia as casas nas comunidades e ordenavam a saída dos moradores. Em seguida, o imóvel era usado para comercializar drogas. "Outras vezes eles expulsavam porque algum integrante da família tinha envolvimento com outras facções, por exemplo", detalhou. Segundo o delegado, as investigações continuam. "A ideia é não deixar que outra pessoa assuma a chefia da quadrilha. Vamos continuar realizando prisões, já temos algumas aqui para serem executadas", ressaltou.

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