quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Gonzaga Barbosa, em “A Crônica do Mês”: FELIZ ANO NOVO!

Dezembro chegou e, assim como o natal, final do ano também avança repentino. E não houve tempo nem de preparar a ceia dos “gordinhos”, e tudo já desceu goela abaixo: o gás de cozinha, gasolina, energia elétrica e muitos outros serviços e produtos que são reajustados sempre nesse período. E assim como dizia o mestre do humor: “salário ó! “ Pois é; em tempos de desgoverno (pra não falar em crise) uma coisa pode até ser sensível a outra quando a questão principal seja ímpar, votar a reforma da Previdência meio a tantas peculiaridades vividas pelo trabalhador.

E mesmo entendendo que haja divergências entre tudo isso, somente uma coisa possa ser notória nesse exato momento: de que passam os anos, mas a forma reacionária da qual vive o homem não passa! É tanto que, para uma parte dos brasilianos, ser solidário em certos períodos passa a ser uma relação de cortesia determinada pela própria sociedade. E assim caminha a humanidade na espreita das boas palavras proferidas em dezembro. Feliz ano novo!

Mas como ser feliz, se a cada ano que passa, a princípio, se vive o mesmo enlace de sua conjuntura política e social - que é o conformismo de cada um por sí e Deus por todos?! 2018, para muitos brasileiros, será um ano diferente, porque trará em seus 365 dias uma infinidade de feriados, uma copa do mundo e uma eleição majoritária, e o povo gosta disso. É tão provado que em dezembro o trabalhador para os seus que afazeres para contar os feriados do ano vindouro, comprar seu álbum de figurinha para não perder cada atleta escalado para seleção e se mantém mais do que vivo sobre o valor do voto e as ofertas proferidas por um e outro candidato. Entretanto, o que falo aqui não é nada vistos há séculos passados e que não tenha se tornado uma coisa comum entre nós. É a anamnese de todos os anos impregnada ao nosso dia a dia pela mídia conservadora. Carnaval, semana santa, festejos juninos, futebol, política e muito mais. Em outros casos até me compatibilizo a esse entreter por ser, em grandes momentos, o nosso universo cultural, mas sobreponho-me às espertezas de uns aos desconfortos de outros, que são mutilados sobre esses dias que marcam o calendário... E como deixar de acreditar nas ceias de natal, ora substituídas pelos indultos judiciais nas noites de papai Noel?

Gonzaga Barbosa, em a crônica do Mês

31/12/17

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