sábado, 20 de janeiro de 2018

Camilo nega necessidade de intervenção federal

Uma semana após a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgar que, com cinco mil mortes, 2017 foi o ano mais violento da história do Ceará, o governador, Camilo Santana e o titular da SSPDS, André Costa, afirmaram que o Estado não necessita de uma intervenção federal.

As declarações das autoridades públicas foram concedidas nessa sexta-feira (19), durante a primeira reunião de Monitoramento de Ações e Programas Prioritários (MAPP) de 2018.

Para o governador, os problemas relacionados à Segurança Pública estadual já não dependem do efetivo de Polícia nas ruas. Santana ressalta que o Governo Federal deve, imediatamente, cumprir seu papel de protetor das fronteiras do Brasil para interromper a expansão do tráfico de drogas.

"Acho que a União precisa assumir a sua responsabilidade enquanto entidade federativa. Eu não recebi um centavo do Governo Federal em três anos do meu governo para investir em Segurança Pública. Entra droga no Brasil, entra arma. Essa é a intervenção federal que precisa ser feita pelo Governo. Que o Governo Federal cumpra o seu papel e faça uma pactuação nacional", disse o governador do Ceará.

No último dia 15, a Ordem dos Advogados do Brasil subseccional da Região Metropolita de Fortaleza (OAB/RMF) requereu que o presidente da OAB-CE, Marcelo Mota, designe com urgência debate sobre a necessidade da intervenção federal no Estado do Ceará, devido aos índices de violência.

O titular da SSPDS, André Costa, reiterou que "não há necessidade dessa intervenção". De acordo com o secretário, a União não vem conseguindo cumprir com o papel dela, então, "como é que esse Governo Federal quer assumir papel do Estado?".

André Costa lembra que no início do ano de 2016, o Governo Federal chegou a cogitar uma ajuda ao Ceará. Algo que não se aproximava de uma intervenção. Na época, segundo o secretário, a intenção era enviar ao Estado 250 policiais da Força Nacional de Segurança (FNS) para a realização de patrulhamentos.

"Ao longo de 2017 nós colocamos 2.700 policiais nas ruas. Então, hoje, não é essa ajuda que vai resolver o nosso problema. Não existe viabilidade nessa proposta. É esse o cenário que vejo", acrescentou o titular da SSPDS, que também é delegado da Polícia Federal.

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