sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Gonzaga Barbosa em A Crônica do Mês - FALAM AS MÁS LÍNGUAS, OU AS BOAS, TALVEZ!

Falam as más línguas (ou as boas, talvez) que política, futebol e religião são três temas polêmicos e de um impacto muito pavoroso quando se discute a sua galhardia de olhos vesgos para realidade. Observando ou não a perversão política sobre a pátria, o estereótipo mundo da bola e seu ostentar, e o espólio dos templos a extorquir os bens da humanidade. De certa forma, serão aqueles que não se adequam a esses modelos ou regras que se desvencilham progressivamente desse tendencioso negócio...

Na política, o caos mundial da corrupção que não só assola o poder econômico, mas, de certa forma, a honradez da população que, no seu sacrifício, tende muito mais ainda a andar à deriva do que no seu afã.

No futebol, a simbologia que mais se detecta é a da impressão (de que todos vão bem, e que vencem sempre...), enquanto que uma parte vive a cacofonia do sistema corruptivo, impregnado em tudo que há (os cartéis milionários e as regras para dificultarem a sua formação intelectual). De antemão, pode-se presumir que um atleta sem cultura rende muito mais ao seu país do que um letrado. E na obscuridade do reino de Deus, um legado que na sua religião vale muito mais; a preservação do lobo e a extinção do cordeiro em outros casos a união do estereótipo ao pecado mortal.

Desta feita, o mais perverso dos castigos não se acredita que ainda esteja por vir- o fim do mundo. Se a espécie humana nos alerta para o último grito da humanidade dentro das suas assembleias constituídas...

Outro dia, saí numa certa avenida da minha cidade para comprar um livro, não encontrei; mas dei de cara com três igrejas protestante, uma católica, três campos de futebol vazios e uma prefeitura de mãos dadas com o Poder Legislativo, deixando até uma ligeira impressão de este não fiscaliza aquela. E, pondo o pé na crise que nos assola a cada segundo, conclui-se que os negócios da política, a palavra de Deus e as escolinhas de futebol são os grandes investimentos do momento.

Voltei pra casa sem livro, mas trouxe na bagagem uma gama de conhecimentos fornecidos pelos outdoors que, aos poucos, fizeram-me abrir os olhos, mas deixando uma grande dúvida na minha cachola: será que sair às ruas pra protestar sobre isso ou aquilo seja, entretanto, uma grande virtude, se poucos aprendem nas escolas que ser honesto e amar o próximo seja um bom negócio! Eu até gostaria de dizer à juventude: vão às ruas! Mas qual o sentido de protestar quando não se sabe o que? E quando o assunto pautado já não mais faça tanta diferença aos nossos pares...

Pentecoste, 15 de Novembro de 2017.
Gonzaga Barbosa em A Crônica do Mês

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