segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Estudantes cearenses criam cadeira de rodas controlada por smartphone e pedem ajuda para apresentar projeto

Estudantes do ensino técnico de uma escola de Santa Quitéria (a 222 quilômetros de Fortaleza) desenvolveram um aplicativo que controla uma cadeira de rodas, por meio de Bluetooth. Com o “Wheelchair Tech“, basta um simples toque na tela de um smartphone para que o usuário avance, pare ou mude de direção.

Idealizado ainda em 2015, o projeto desenvolvido atualmente por sete alunos do Ensino Médio da Escola Estadual de Ensino Profissional Monsenhor Luis Ximenes Freire já rendeu frutos.

Na Mostra Nacional de Robótica (MNR) de 2016, realizada em Recife (PE), foi contemplado com uma bolsa de iniciação científica júnior da Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A bolsa previa a apresentação do invento na edição deste ano da MNR, que ocorre entre 7 e 10 de novembro próximos, em Curitiba (PR). Para viabilizar a viagem de três representantes, os estudantes fazem uma campanha de arrecadação de fundos. Seus pais garantiram as passagens e a hospedagem, mas não têm condição para sustentar os demais custos, conta a professora Ana Eliza de Mesquita Sousa, que orienta os alunos.

A iniciativa, que pretende levantar R$ 5.000, já conseguiu – aproximadamente -R$ 1.800, afirma Ana Eliza. A depender do sucesso da empreitada, a campanha pode virar poupança, custeando, por exemplo, apresentação na Feira do Conhecimento: Ciência, Tecnologia, Inovação e Negócios, que acontece entre 26 e 29 de outubro próximos, no Centro de Eventos de Fortaleza.

Isso ocorre porque o projeto não dispõe de patrocínio. Ana Eliza conta já ter pensado em patentear o evento, mas esbarrou nos altos custos do processo, apesar de a construção da cadeira de rodas se valer de objetos reutilizados, como baterias de moto, corrente de bicicleta e motores de para-brisa usados. Ela cita ainda faltarem melhorias, como, por exemplo, reforçar a cadeira para suportar pesos maiorias — hoje, ela só aguenta 96 quilos.

O invento tem um custo aproximado de R$ 400, bem menos que os R$ 20 mil de uma cadeira de rodas motorizada, compara Ana Eliza. A popularização do acesso de portadores de deficiência é, aliás, um dos objetivos do projeto desde o começo. Seu estalo veio diante do desejo de ajudar a melhorar a qualidade de vida de uma funcionária voluntária da escola, portadora de deficiência física, mas que sequer tinha cadeira de rodas.

Diante daquela problemática, os estudantes se juntaram para pensar como o aprendizado deles poderia influenciar na situação. E, assim, o Wheelchair Tech deu seu pontapé inicial.

Participam do projeto, atualmente, os estudantes Antônia Thamires Maia Mesquita, Expedito Rian Siqueira Farias, Francisca Dalila Paiva Damasceno, Francisco de Assis Paiva Neto, Gustavo Magalhães Rodrigues e José Matheus Lima de Sousa.
Para ajudar

Dados Bancários
Banco do Brasil
Agência: 823-0
Conta Corrente: 16619-7
Nome: Ana Eliza de Mesquita Sousa

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