segunda-feira, 24 de julho de 2017

Solenidade de lançamento da pedra fundamental da construção da Loja Maçônica de Pentecoste

Sábado, 22 de julho, aconteceu o lançamento da pedra fundamental da construção do templo da Loja Maçônica de Pentecoste. O termo "lançamento da pedra fundamental" é o nome que se dá à cerimônia simbólica de colocação do primeiro bloco de pedra acima da fundação de uma construção.

Na ocasião estiveram presentes o Sereníssimo Sílvio de Paiva Ribeiro, Grão Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado do Ceará, uma comitiva de Maçons de outras Lojas do Estado,  o prefeito João Bosco Pessoa Tabosa, autoridades civis e militares do município, bem como populares.

Ainda na solenidade, adicionou-se uma cápsula do tempo, recipiente fechado contendo uma ata com o nome das pessoas presentes e lembranças do dia, como um jornal e objetos, para a posteridade.

Acompanhe o vídeo da cerimônia:


MAÇONARIA E O CONCEITO DE RELIGIOSOS

Não obstante as excomunhões e perseguições adotadas por chefes da igreja é enorme a lista de padres iniciados não só no Brasil como também na Europa, que procuraram ver a Verdadeira Luz.

Entre esses, a história registra um sem número de bispos, cardeais e quatro papas que ingressaram no seio da Maçonaria.

Tivemos preliminarmente no Brasil o período de formação da nacionalidade com a criação em 1800 do Seminário de Olinda, em Olinda, Pernambuco, que se tornou o centro de difusão das ideias libertárias. Tendo como reitor o Bispo José Joaquim da Cunha de Azeredo Coutinho, o Seminário abrigou figuras que se tornariam expoentes na política, oratória, no civismo e nas virtudes.

Brilhantes padres-maçons tomavam parte daquela nacionalidade. Liderado por Azeredo Coutinho, eclodiu em março de 1817 a Revolução Pernambucana de 1817. Do movimento, que ficou conhecida como Revolução dos Padres, tomaram parte clérigos da estirpe de João Ribeiro Pessoa de Melo, Frei Joaquim do Amor Divino Caneca (herói), Padre Roma, Padre Miguelinho, dentre outros. Aspirava-se uma Nação republicana.

O movimento pernambucano chegou ao Ceará em 1823, entrando pelo vizinho Mônica- pio do Crato, no Ceará, com o nome de Confederação do Equador, liderado pela revolucionária Bárbara de Alencar, que envolveu seus três filhos: José Martiniano Pereira de Alencar, Carlos José (padres) e Tristão Gonçalves, seu irmão Leonel Pereira de Alencar, o cunhado Inácio Tavares Benevides e outros amigos.

O padre Mororó, alcunha de Gonçalo Inácio de Loiola Albuquerque Melo, sobralense, ordenado no Seminário de Olinda, foi o editor do jornal – o Diário do Governo do Ceará. Criado a serviço da Confederação, o primeiro número da folha circulou na data de 1º de abril de 1824. Na manhã de 30 de abril de 1825, o religioso era fuzilado no Campo da Pólvora (hoje Passeio Público) “por ter dirigido a maldita folha que afrontava S.M.I. (...)” Isso há 65 anos antes do Brasil tornar-se República.

Mororó é homenageado como herói – mártir e como patrono da imprensa cearense. Considerações recolhidas das palavras de sacerdotes da igreja católica apostólica romana: Padre Manuel Bernardes (Lisboa 1644-1710) – Um dos maiores clássicos da prosa portuguesa: “Os fins da Maçonaria em nada são opostos aos dogmas da religião de Jesus, e, se o fossem, eu seria indigno ministro, não ocuparia um lugar em meio desses homens.

A moral maçônica é toda santa e o Divino Mestre foi o mais fiel dos seus adeptos. Cônego Januário da Cunha Barbosa: “Filha da Ciência e mãe da Caridade! Fossem as sociedades civis como tu, oh santa Maçonaria! E os povos viveriam eternamente numa idade de ouro. Satanás não teria mais o que fazer na terra, e Deus teria em cada homem um eleito”.

Bispo Sebastião Pinto do Rêgo: ”Jesus Cristo instituiu a caridade, a Maçonaria apoderou-se dela e constituiu-a a sua mestra. É sob os seus auspícios que não morre a sua esperança e que robustece a sua fé. Bendita seja esta irmã da Igreja na virtude”.

Monsenhor Muniz Tavares – Bahia: “A Maçonaria foi em todos os tempos a maior propaganda dos direitos do homem. Por isso mesmo caminhou sempre de acordo com a igreja de Jesus Cristo” Padre Francisco João de Azevedo (João Pessoa, 1814-1880) O inventor da máquina de escrever: “Só podem ser maçons os que creem em Deus infinito, que reconhecem a necessidade de um culto e que têm uma Pátria, cujos direitos e leis devem respeitar.

A Maçonaria ama a ciência, o progresso, a civilização dos povos, por que é com o auxilio da ciência que perscruta para, pacificamente, remover as causas que entorpecem e retardam o progresso da humanidade.

Já vede, pois que a Maçonaria louva-se – que afaguemos em nossos corações a crença em Deus, na religião e na Pátria”

Autor: Zelito Magalhães

Jornalista e escritor cearense. Membro da Academia Brasileira Maçônica de Artes, Ciências e Letras; idealizador e fundador da Academia Maçônica de Letras do Ceará. Obreiro da ARLS Viana de Carvalho nº 88 jurisdicionada a Grande Loja Maçônica do Estado do Ceará. Diretor do Museu da Imagem e do Som. Articulista do Jornal do Comércio do Ceará

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