terça-feira, 13 de junho de 2017

Criança de três anos, mãe e mais três pessoas são executadas na noite de ontem em mais uma chacina sangrenta no Ceará

Cinco pessoas foram executadas e duas ficaram feridas, ontem, em uma chacina ocorrida, na Rua Baturité, bairro Diadema I, em Horizonte. Mãe e filho, de apenas três anos, estão entre as vítimas. 

Os assassinatos aconteceram quanto um grupo de dez pessoas comemorava um aniversário, em um bar. Até o momento, a Polícia desconhece o que teria motivado o tiroteio. Herton Ricardo da Silva Menezes, Bruna Viana, Rafaela Alves Silveira, Marcilândio Cavalcante de Sousa e a criança, de nome não divulgado, morreram após serem alvejados a bala. 

Testemunhas contam que, por volta das 19h, quatro suspeitos chegaram em um Toyota Corolla, de cor branca, desembarcaram e dispararam contra as vítimas. Outras duas pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Horizonte. Em seguida, foram transferidas para o Instituto Doutor José Frota (IJF). 

Uma delas é uma mulher que deve ser submetida a uma cirurgia, após trauma na coluna cervical. O outro socorrido seria o padrasto da criança morta e foi atingido por um tiro de raspão. Rafaela, Marcilândio Cavalcante e o menino chegaram a ser socorridos, mas não resistiram.

Conforme as investigações iniciais da Polícia Civil, apenas Cavalcante tinha antecedentes criminais. A mãe dele revelou à Polícia que seu filho respondia por tráfico. 

O delegado plantonista da Delegacia Metropolitana de Horizonte, Isailton Castro de Lima, conta que as primeiras informações acerca da chacina chegaram por telefonemas da população que dizia ter ouvido muitos disparos e gritos. Conforme o perito Antoniel Silva, as lesões múltiplas foram provocadas por duas pistolas de calibres distintos. 

Pelo que apurou a Perícia, todas as vítimas, inclusive a criança, estavam dentro do estabelecimento quando foram atingidas. Bruna e Herton Menezes conseguiram caminhar até a parte de fora do bar, mas morreram na calçada. "Não se sabe ainda quantos disparos atingiram cada um. Infelizmente a criança também ficou muito machucada e morreu logo após ser socorrida. Nem chegou no hospital", acrescentou o perito Leão Júnior, que também esteve colhendo as informações iniciais no local do crime. 

Sobre as investigações, o delegado lembra que não há certeza sobre quem seria o alvo da ação, e que nenhuma hipótese deve ser descartada. Conforme Isailton Lima, o bairro Diadema não é conhecido como área do tráfico. "A região é residencial. Mesmo assim, não descartamos ser uma guerra de território e com algum envolvimento de facção criminosa. Todas as vítimas moravam próximo daqui, mas não exatamente nesta rua".

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