terça-feira, 2 de maio de 2017

Violência armada provocou três tragédias familiares durante o feriadão em Paraipaba

Quase 50 pessoas foram assassinadas no Ceará em apenas três dias dos quatro referentes ao feriadão do Dia do Trabalho. Entre a última sexta-feira (28) e o começo da noite do domingo (30), em todo o estado foram registrados 45 homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Entre tantos assassinatos, ao menos, três casos de tragédia em família.

A Polícia está investigando os três casos, mas ainda não tem pistas de seus autores. No entanto, os primeiros levantamentos apontam para crimes com ligação direta com o tráfico de drogas.

Pai e filha fuzilados

O primeiro ocorreu ainda na tarde de sábado (29), em Fortaleza, quando bandidos armados invadiram um condomínio de apartamentos do programa “Minha Casa, Minha Vida”, no bairro Bom Jardim, e atiraram em várias pessoas. O caso ocorreu no Conjunto conhecido como Tatumundê. Ali, foram mortos um homem de 27 anos de idade, identificado como Francisco Wellington Maciel Paz; e sua filha, a pequena Thália Rodrigues Maciel Paz, de apenas 8 anos de idade. A avó paterna da menina também foi baleada e está hospitalizada. A Polícia suspeita de um “acerto de contas” do tráfico de drogas na região.

Irmãos executados

Ainda no sábado, outra tragédia em família, por conta da violência, teve como palco a cidade de Juazeiro do Norte, na Região do Cariri (Sul do Ceará), onde dois irmãos foram executados sumariamente. O duplo homicídio ocorreu no bairro do Horto. A Polícia registrou ainda uma terceira pessoa baleada, mas que sobreviveu. Os motivos dos assassinatos não foram revelados.

Mãe e filho mortos

E na noite do domingo (30), bandidos voltaram a praticar um crime semelhante. O palco foi o Município de Paraipaba (a 115Km de Fortaleza). Mãe e filho foram executados a tiros na porta de casa, na Segunda Etapa do Perímetro Irrigado, rua seis.

As vítimas foram a ex-presidiária Maria da Conceição Braga, 45 anos; e seu filho, o adolescente Joanderson Victor Braga da Silva, 14 anos. O garoto estava ameaçado de morte. Era réu confesso de um assassinato e suspeito de outro. A mãe tinha passagens na cadeia por crime de tráfico de drogas. Os dois foram surpreendidos por dois homens numa moto vermelha. Victor acabou atingido por vários tiros. Maria da Conceição tentou salvar o filho e foi também eliminada.

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