sábado, 19 de novembro de 2016

Justiça nega pedido de prisão para mulher que atropelou e matou o garoto Kaic


A Justiça do Ceará negou, nesta sexta-feira (18), pedido de prisão temporária de Ana Paula Rodrigues Muniz, de 31 anos. Ana Paula Rodrigues Muniz vai responder em liberdade por homicídio doloso pelo atropelamento e morte do garoto Kaic Roniele, de 11 anos, em 23 de outubro.

O advogado de Ana Paula, Edson Nogueira, disse que ela continuou dirigindo porque não percebeu o que tinha acontecido. “Não tinha como perceber, ela foi fazer a manobra, o retorno. Olha pro lado que vem carro. Não tinha como ela se livrar da criança”, disse.

De acordo com o delegado do 5º Distrito Policial, Renê Andrade, responsável pelas investigações, "ela assentiu com o resultado morte, de que naquele momento, ela aceitou aquele resultado como algo que estava aquém do seu desejo de fugir e se eximir de qualquer obrigação civil penal.

O acidente aconteceu por volta das 8 horas da manhã de domingo, 23 de outubro, na Avenida Godofredo Maciel, no Bairro Maraponga, em Fortaleza. De acordo com familiares, Kaic Roniele ia para um culto em uma igreja evangélica em companhia da mãe. Ele estava de bicicleta quando foi atingido pelo carro dirigido por Ana Paula. A mãe disse para a polícia que ele não parou o veículo e arrastou o corpo do garoto e a bicicleta por cerca de 200 metros, fugindo sem prestar socorro à vítima.

O vídeo mostra o momento em que a motorista para o veículo para fazer um retorno na avenida; em seguida, quando Kaic está em frente ao carro, Ana Paula segue o percurso e atropela o garoto. Em seguida, a criança é arrastada por alguns metros, e a mãe corre até o corpo da criança e o abraça.

Relato da mãe

A mãe do menino Kaic, Katiana Macena de Sousa Gurgel, denuncia que a motorista que dirigia o carro não parou o veículo. "Se ela tivesse parado na primeira pancada, meu filho só sentia dor", lamentou..

"Tinha um retorno, aí ela vinha e, no retorno, ela parou. Como a gente tava na ciclofaixa, eu pensei que ela tinha parado pra mim e pro meu filho. Aí (com) o carro parado, o Kaic passou, como de sempre, a gente sempre fazia aquele caminho. Ela foi e acelerou o carro. Quando ela bateu, eu desci, joguei a bicicleta, falei 'para!'. Ela arrancou, e quando ela voltou um pouquinho, pensei que ela tinha percebido que tinha batido nele", descreve a mãe.

A mãe lembra que, como era cedo, não tinha movimento no local. “Quando ela arrancou, passou por cima dele. Aí quando tava debaixo do carro, o Kaic ficou todo encolhidinho, quando eu o vi pneu passando por cima da cabeça dele”, diz.

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