segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Candidato preso levou redação escrita dentro do Bolso, diz Polícia Federal

(Foto: Divulgação/Polícia Federal)
Candidatos presos no Ceará e no Amapá foram flagrados com o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo (6). Em Fortaleza, a polícia encontrou no bolso de um homem de 34 anos o tema e o texto da redação pronto para ser transcrito. Ele recebeu o gabarito pelo celular e usou também um ponto eletrônico na sala do exame.

Para a delegada da Polícia Federal (PF) e coordenadora do Enem no Ceará, Fernanda Coutinho, a prova pode ter sido vazada. "Essa prova foi vazada de alguma forma e, não sabemos como ainda, mas os gabaritos chegaram a candidatos antes mesmo de o exame iniciar, isso é fato", afirmou nesta segunda-feira (7).

O principal alvo das operações são esquemas de ponto eletrônico para passar aos candidatos as respostas e grupos que passaram para os estudantes o gabarito das provas e o tema da redação do 
Segundo a delegada da PF, o candidato preso em Fortaleza na operação Embuste já tinha acesso ao gabarito e ao tema da redação por volta das 11h e 11h30 do dia da prova (horário local). Os portões foram fechados ao meio-dia, e o exame começou 12h30. "Ele levou no bolso a redação já feita, somente para fazer a transcrição na hora do exame", afirmou Fernanda Coutinho.

Fernanda Coutinho disse que, geralmente, o esquema de fraude do Enem tem um "candidato piloto", que faz a prova e informa as respostas para outro, que repassar o gabarito. Mas, neste ano, a Polícia Federal no Ceará obteve informações de que os gabaritos foram divulgados no horário da prova e antes, por meio do WhatsApp.

Em Macapá, um homem de 31 anos foi preso na operação Jogo Limpo logo depois de deixar o local de prova em uma faculdade no Centro. Após abordagem, ele confessou que sabia o tema da redação antes mesmo de iniciar o segundo dia de provas. Com ele, foi encontrado um texto com o assunto "intolerância religiosa", aplicado no Enem a quase 6 milhões de candidatos em todo o país.

A operação, segundo a polícia, chegou até o suspeito porque havia indícios de fraude em provas feitas por ele em anos anteriores. Os agentes da PF se disfarçaram de aplicadores do exame e fizeram a prisão após o suspeito sair do local.

Com informações do G1

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