terça-feira, 11 de outubro de 2016

ONU pede US$ 119 milhões em ajuda internacional para o Haiti

O Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) pediu, nesta segunda-feira (10), 119 milhões de dólares, para responder aos danos causados pela passagem do furacão Matthew no Haiti e para prestar assistência, nos próximos três meses, a cerca de 1,4 milhão de pessoas em necessidade urgente no país.

De acordo com OCHA, o recurso tem como alvo, grupos vulneráveis em setores prioritários identificados, e leva em conta as necessidades a nível nacional, bem como as necessidades das agências e dos parceiros humanitários que atuam no país.

O secretário-geral Ban Ki-moon, disse que a ONU está mobilizando forças em todas as frentes para apoiar a população afetada pelo furacão, o governo haitiano e os grupos de assistência da região.

Ele pediu que os países em todo mundo mostrem solidariedade e generosidade, e trabalhem juntos para responder de maneira eficiente à situação de emergência.

“Expresso minha mais forte solidariedade ao povo do Haiti. Aproveito esta oportunidade novamente para expressar as minhas condolências e mais profundos pêsames às pessoas que foram severamente afetadas pelo furacão Matthew”, frisou o dirigente máximo da ONU.

Na última sexta-feira (7), o Fundo Central de Resposta à Emergência (CERF) emprestou 8 milhões de dólares ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), para que a resposta ao agravamento da epidemia de cólera no Haiti seja intensificada.

Desde o início do ano, foram registrados cerca de 28 mil casos de cólera no país, e mais de 240 pessoas morreram devido à doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que um possível surto de cólera pode ocorrer na região em decorrência das inundações provocadas pela passagem do furacão.

“Casas, escolas e instalações de tratamento de cólera foram destruídas e os sistemas de água, bem como as estradas e pontes, foram severamente danificados”, disse o chefe humanitário da ONU, Stephen O’Brien.

“Esses danos representam um grande impacto para os esforços de reconstrução do Haiti e para a luta contra a cólera no país”, acrescentou.

“Há muito sofrimento e dificuldade; algumas das comunidades foram quase totalmente destruídas pela força do vento. Além disso, os abrigos e as infraestruturas públicas, incluindo hospitais e escolas, foram severamente afetados”, afirmou o diretor do OCHA no Haiti, Enzo di Taranto.

Enzo acrescentou que também houve danos significativos aos sistemas de água e de fornecimento elétrico do país.

Até o momento, de acordo com dados da imprensa, pelo menos 877 pessoas morreram devido ao furacão e ao menos 60 mil pessoas precisam de abrigos emergenciais.

Via: ONU Brasil

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