segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Colunista da Folha diz que fígado de Ciro produz toxina que ataca sua língua e obstrui o processo sináptico


O colunista da Folha de S. Paulo, Josias de Souza, comentou em seu blog a mais recente entrevista do ex-ministro Ciro Gomes, onde declarou que "Lula está em final de ciclo porque brincou de Deus e se queimou". Na mesma conversa, Ciro classificou o presidente Michel Temer de "golpista salafrário", disse que José Serra está "senil" e referiu-se a Fernando Henrique Cardoso como "um traidor do Brasil".

Segundo o jornalista, Ciro revelou-se mais língua do que cérebro. Josias traçou o histórico de mudança de partido do presidenciável e destacou como prioridade a desconstrução de projetos alheios. "Fiel ao velho estilo, Ciro dispensa adversários. Tornou-se uma espécie de candidato autoimune. Seu fígado produz uma toxina que ataca sua língua e obstrui o processo sináptico, impedindo a comunicação entre os neurônios vizinhos", destacou.
Leia abaixo:

Ciro desconstrói rivais e ignora autoconstrução

Josias de Souza
09/10/2016 18:32
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Eterno candidato à Presidência, Ciro Gomes exibiu-se neste domingo num encontro jornalístico, em São Paulo. Concedeu uma entrevista. Nela, declarou que Lula ''está em final de ciclo'', porque ''brincou de Deus e se queimou''. Chamou Michel Temer de “golpista salafrário”. Disse que José Serra está “senil”. Referiu-se a Fernando Henrique Cardoso como “um traidor do Brasil”.
Provocado pelos entrevistadores, Ciro revelou-se mais língua do que cérebro. Foi enfileirando críticas. Além de Lula, Temer, Serra e FHC, despejou fel sobre Aécio Neves, Geraldo Alckmin, Marina Silva, João Doria e até o candidato a prefeito do Rio pelo PSOL, Marcelo Freixo, a quem atribuiu “um moralismo estreito”.
A certa altura, Ciro revelou-se portador de uma ética larga. Já trocou de partido uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete vezes. Por enquanto, está no PDT. Referiu-se ao presidente da legenda, Carlos Lupi, apeado do Ministério do Trabalho sob Dilma Rousseff em meio a denúncias de corrupção, como “um amigo”.
Ao final do desfile de opiniões de Ciro, a plateia ficou sabendo que ele preza a amizade de um personagem que gerencia o PDT como um cartório e despreza qualquer outro ser humano que possa representar um estorvo ao seu desejo de chegar ao Planalto.
A prioridade de Ciro continua sendo a desconstrução de projetos alheios. Como de hábito, o eterno candidato se esquece da autoconstrução. Fiel ao velho estilo, Ciro dispensa adversários. Tornou-se uma espécie de candidato autoimune. Seu fígado produz uma toxina que ataca sua língua e obstrui o processo sináptico, impedindo a comunicação entre os neurônios vizinhos.

Ceará News7

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