sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Polícia ouve familiares de caseiro que estuprou e matou criança



A Polícia Civil do Ceará ouviu na tarde desta quinta-feira (29), familiares do caseiro José Leonardo Vasconcelos Gracindo de 33 anos, conhecido como “Zé”, réu confesso de assassinar Rakelly Matias Alves, de oito anos. Segundo a delegada Socorro Portela, titular da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os depoimentos foram colhidos na Delegacia Regional de Sobral, Região Norte do Estado. No total, quatro pessoas foram ouvidas.

Socorro Portela ouviu dois irmãos do caseiro, um deles morava no sítio onde ocorreu o crime, além da esposa e o filho do caseiro. O irmão que morava no sítio informou a Polícia Civil que não viu Rakelly no local no dia do crime e negou qualquer participação no fato. Ele passou ainda por exame de corpo de delito, além de fornecer material genético para análises.

A esposa também afirmou não ter visto Rakelly no sítio no dia do crime. O filho de onze anos, foi ouvido na presença do Conselho Tutelar. Conforme Socorro Portela, os depoimentos são necessários para a continuidade das investigações e a conclusão do inquérito, que tem o prazo de dez dias para ser remetido ao Poder Judiciário.

Prisão preventiva

O juiz Edísio Meira Tejo Neto, que responde pela Vara Única da Comarca de Itaitinga, na Grande Fortaleza, decretou na terça-feira (27) a prisão preventiva do caseiro José Leonardo de Vasconcelos Graciano.

A menina Rakelly Matias Alves foi encontrada morta no último dia 24, dentro de uma cacimba no sítio em que morava. Ela estava desaparecida desde o dia 21. O caseiro foi preso em flagrante no dia 24 e confessou a autoria do crime. A conversão da prisão em flagrante para preventiva foi pedida pelo Ministério Público do Ceará.

Na decisão, o juiz afirma que “a segregação do acusado [José] é indispensável à garantia da ordem pública e da credibilidade da Justiça, posto que foram praticados três crimes bárbaros distintos, quais sejam estupro de vulnerável, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver”. Também destacou que os crimes “chocaram bastante o meio social e trouxe grande sensação de insegurança e vulnerabilidade a toda comunidade”.

Via: G1

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