terça-feira, 6 de setembro de 2016

Bancários entraram em greve por tempo indeterminado


Os bancários iniciaram greve no Ceará nesta terça-feira (6) por tempo indeterminado, em adesão à paralisação nacional da categoria. Os profissionais não aceitaram a proposta de reajuste salarial de 6,5% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A paralisação, aprovada em assembleia na última quinta-feira (1º), atinge bancos públicos e privados.

O Sindicato dos Bancários do Ceará não soube informar quantas agências aderiram à paralisação. Um balanço sobre o primeiro dia de greve deve ser divulgado durante a tarde.

Trabalhadores em greve estão concentrados no Centro da capital, na Praça do Carmo, e devem seguir pela Rua Barão do Rio Branco. O objetivo é comunicar a população sobre a greve e mobilizar mais bancários ao protesto.

No Ceará, segundo o sindicato da categoria, são mais de 10 mil bancários em mais de 500 agências.

"A expectativa é que seja uma greve mais forte do que no ano passado. Quanto mais forte for a greve, entendemos que mais rapidamente os bancos mudam de postura e chamam para negociar", defende o presidente do sindicato, Carlos Eduardo Bezerra. "O Ceará constrói a paralisação nacional. Entendemos que temos a mesma pauta, precisamos entrar juntos, buscar a mesma proposta. Nossa força é juntar todo mundo", reforça.

Os grevistas reclamam que a proposta da Fenaban de reajuste salarial de 6,5% não cobre a inflação, e o abono de R$ 3 mil "além de não garantir aumento real, reduz os salários em 2,80% e não garante empregos, não avança na saúde, nem das demandas de segurança e de igualdade de oportunidades", diz o sindicato.

Nesta segunda-feira (5), os bancários se reuniram em uma assembleia organizativa e definiram que o primeiro de dia de greve "dará o tom de toda indignação da categoria".

De acordo com o sindicato, uma plenária está marcada para a próxima segunda-feira (12), na sede do sindicato, no Centro, atendendo uma orientação do comando de greve para que sejam articulados encontros até que haja nova proposta. Também na segunda, foi agendado um ato na Praça do Ferreira.

No ano passado, o Ceará entrou e saiu da greve, que durou 21 dias, acompanhando a mobilização nacional.

Reivindicações nacionais
A categoria rejeitou a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de reajuste de 6,5%  sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. Os sindicatos alegam que a oferta ficou abaixo da inflação projetada em 9,57% para agosto deste ano e representa perdas de 2,8% para o bolso de cada bancário.

Os bancários querem reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho.

Segundo a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban, o braço sindical dos bancos), a proposta representa um aumento, na remuneração, de 15% para os empregados com salário de R$ 2,7 mil, por exemplo. Para quem ganha R$ 4 mil, o aumento de remuneração será de 12,3%; e, para salários de R$ 5 mil, equivale a 11,1%. O piso salarial para a função de caixa, com o reajuste, passaria a R$ 2.842,96, por jornada de 6 horas/dia.

Atendimento
Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lembra que os clientes podem utilizar os caixas eletrônicos para agendamento e pagamento de contas (desde que não vencidas), saques, depósitos, emissão de folhas de cheques, transferências e saques de benefícios sociais.

Nos correspondentes bancários (postos dos Correios, casas lotéricas e supermercados), é possível também pagar contas e faturas de concessionárias de serviços públicos, sacar dinheiro e benefícios e fazer depósitos, entre outros serviços.

Greve passada
última paralisação dos bancários ocorreu em outubro do ano passado e teve duração de 21 dias, com agências de bancos públicos e privados fechadas em 24 estados e do Distrito Federal. Na ocasião, a Fenaban propôs reajuste de 10%, em resposta à reivindicação de 16% da categoria.

G1

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