sábado, 31 de julho de 2010
TRE cassa registro do deputado federal tucano Manuel Salviano
Por 4 votos a 2, o registro da candidatura do deputado federal tucano Manuel Salvaino foi impugnado pelo Pleno do Tribunal Regional Eleitoral na tarde dese sábado.
O Pleno alegou que o parlamentar teve contas desaprovada pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), quando ele foi prefeito de Juazeiro do Norte (Região do Cariri). Baseou-se na Lei da “Ficha Limpa”.
O parlamentar deverá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Fonte: Eliomar de Lima
O Pleno alegou que o parlamentar teve contas desaprovada pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), quando ele foi prefeito de Juazeiro do Norte (Região do Cariri). Baseou-se na Lei da “Ficha Limpa”.
O parlamentar deverá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Fonte: Eliomar de Lima
Marcos Cals diz que “CPRV faz clima de terror” e reafirma apoio a motoqueiros
O candidato a governador Marcos Cals (PSDB) reafirmou, durante programação nos municípios e Parambu e Tauá, que uma das suas primeira medidas a serem adotados após assumir o cargo será implementar um pacote de ações relacionadas ao setor de transportes, que compreendem a apresentação de um projeto que estabeleça o perdão das multas aplicadas pela CPRV, a criação de um Refis para aqueles motoqueiros que tenham débitos com o IPVA, a criação de uma auto escola pública e a implemntação de um programa de educação no trânsito.
Ao lado do senador Tasso Jereissati, Marcos fez duras críticas em relação à atuação do Governo do Estado no setor, declarando que há “um clima de terror, de medo. As pessoas estão amedrontadas devido a ação truculenta e arrogante da CPRV, enquanto isso no Detran, as motos apreendidas dos mais pobres são leiloadas e o Governo arrecada com o produto da ação da CPRV que causou sofrimento dos trabalhadores mais humildes. Isso é inaceitável. Precisamos mudar essa lógica. É preciso pensar nas pessoas. O Governo atual só pensa em obras.
QUADRILHA DE ASSALTANTES QUE AGIA NO RN E CE É DESARTICULADA NO JAGUARIBE
"Uma quadrilha de assaltantes e pistoleiros do Vale do Jaguaribe, no Ceará, foi desarticulada, nesta sexta-feira (30), pela Polícia do Rio Grande do Norte. Um dos integrantes foi capturado após um assalto cometido na manhã do mesmo dia, por volta das 5h, na BR-405, trecho entre Apodi e Mossoró, no estado vizinho.
Armados de pistola 380 e revólver calibre 38, três homens haviam tomado de assalto um veículo Fiat Uno, branco, placa MYI, 4882, pertencente à Prefeitura Municipal de Apodi, utilizado para o transporte de pacientes da cidade para uma Clínica de Hemodiálise em Mossoró. Em seguida, a Polícia local tomou conhecimento do fato e iniciou uma operação para localizar e prender os envolvidos.
A ação culminou na prisão do assaltante cearense Clélio Diógenes Calixta, conhecido como “Gogó”, natural da cidade de Jaguaribe. Os outros acusados, Sandro Nogueira Guerra, nascido em Iracema, e um homem identificado apenas como Junior, suposto líder do bando, ainda são procurados. Com Célio foi apreendido um veículo Gol, cor cinza, possivelmente utilizado no assalto, além de documentos e celulares. Ele foi detido na localidade de Bica, zona rural de Tabuleiro do Norte.
Diligências conjuntas entre policiais cearenses e potiguares foram feitas nos municípios de Iracema, São João do Jaguaribe, Alto Santo, Limoeiro do Norte e outras cidades da região jaguaribana. Mesmo com a iniciativa, o carro roubado não foi encontrado. De acordo com o delegado de Polícia Civil de Apodi, Claiton Pinho, essa quadrilha é envolvida em homicídios, assaltos, roubos de veículos, falsificação de dinheiro, desmanche de carro e motos e estava tentando se instalar no “Médio Oeste”.
Nas diligencias no Vale do Jaguaribe, os policias do Rio Grande do Norte e do Ceará, respectivamente, encontram na residência de um dos membros da quadrilha varias cédulas falsas, armamento e três impressoras para a falsificação do dinheiro. Esses crimes vão ser investigados pela Policia do Ceara. “A policia foi rápida e conseguiu tirar de circulação um dos membros da quadrilha e apreender um veiculo quente. Os outros dois envolvidos no assalto já foram identificados e logo vão ser presos. Estamos mantendo contato com policiais do Ceará para prender o restante do grupo”, comentou o delegado Claiton Pinho que garantiu que a quadrilha já planejava outros crimes na região, principalmente em Apodi e Pau dos Ferros, no Rio Grande do Norte.
Ao ser interrogado, o assaltante, Célio Diógenes Calixta declarou que a quadrilha tinha recebido de uma pessoa da cidade de São João do Jaguaribe a encomenda de um Fiat Uno, e resolveram vir tomar de assalto em Apodi, na noite de quinta-feira (29)."
Fonte: Portal Ceará Agora,com informações do Jornal O Vale do Apodi.
Armados de pistola 380 e revólver calibre 38, três homens haviam tomado de assalto um veículo Fiat Uno, branco, placa MYI, 4882, pertencente à Prefeitura Municipal de Apodi, utilizado para o transporte de pacientes da cidade para uma Clínica de Hemodiálise em Mossoró. Em seguida, a Polícia local tomou conhecimento do fato e iniciou uma operação para localizar e prender os envolvidos.
A ação culminou na prisão do assaltante cearense Clélio Diógenes Calixta, conhecido como “Gogó”, natural da cidade de Jaguaribe. Os outros acusados, Sandro Nogueira Guerra, nascido em Iracema, e um homem identificado apenas como Junior, suposto líder do bando, ainda são procurados. Com Célio foi apreendido um veículo Gol, cor cinza, possivelmente utilizado no assalto, além de documentos e celulares. Ele foi detido na localidade de Bica, zona rural de Tabuleiro do Norte.
Diligências conjuntas entre policiais cearenses e potiguares foram feitas nos municípios de Iracema, São João do Jaguaribe, Alto Santo, Limoeiro do Norte e outras cidades da região jaguaribana. Mesmo com a iniciativa, o carro roubado não foi encontrado. De acordo com o delegado de Polícia Civil de Apodi, Claiton Pinho, essa quadrilha é envolvida em homicídios, assaltos, roubos de veículos, falsificação de dinheiro, desmanche de carro e motos e estava tentando se instalar no “Médio Oeste”.
Nas diligencias no Vale do Jaguaribe, os policias do Rio Grande do Norte e do Ceará, respectivamente, encontram na residência de um dos membros da quadrilha varias cédulas falsas, armamento e três impressoras para a falsificação do dinheiro. Esses crimes vão ser investigados pela Policia do Ceara. “A policia foi rápida e conseguiu tirar de circulação um dos membros da quadrilha e apreender um veiculo quente. Os outros dois envolvidos no assalto já foram identificados e logo vão ser presos. Estamos mantendo contato com policiais do Ceará para prender o restante do grupo”, comentou o delegado Claiton Pinho que garantiu que a quadrilha já planejava outros crimes na região, principalmente em Apodi e Pau dos Ferros, no Rio Grande do Norte.
Ao ser interrogado, o assaltante, Célio Diógenes Calixta declarou que a quadrilha tinha recebido de uma pessoa da cidade de São João do Jaguaribe a encomenda de um Fiat Uno, e resolveram vir tomar de assalto em Apodi, na noite de quinta-feira (29)."
Fonte: Portal Ceará Agora,com informações do Jornal O Vale do Apodi.
POR QUE OS PROFESSORES DE PENTECOSTE VÃO PARA O ESTADO DE GREVE?
A principal reivindicação dos professores do município de Pentecoste é que seja cumprido o Plano de Carreira e Remuneração do Magistério que foi aprovado em março deste ano: o reenquadramento dos profissionais da educação em nível e referência de acordo com a formação educacional que cada um possui; o pagamento da gratificação pelos cursos de especialização, mestrado e doutorado; a adequação da carga horária disponibilizando tempo de planejamento e estudo para os professores, enfim, o cumprimento de todos os direitos assegurados pelo plano.
De acordo com as deliberações da Assembleia, se os Planos de Carreira e Remuneração da Saúde não for aprovado, ou se o PCR dos técnicos-administrativos não for reformulado imediatamente, será a vez desses servidores também irem ao Estado de Greve.
Fonte: SINDSEP-Pentecoste
De acordo com as deliberações da Assembleia, se os Planos de Carreira e Remuneração da Saúde não for aprovado, ou se o PCR dos técnicos-administrativos não for reformulado imediatamente, será a vez desses servidores também irem ao Estado de Greve.
Fonte: SINDSEP-Pentecoste
POR QUE OS PROFESSORES DE PENTECOSTE VÃO PARA O ESTADO DE GREVE?
A principal reivindicação dos professores do município de Pentecoste é que seja cumprido o Plano de Carreira e Remuneração do Magistério que foi aprovado em março deste ano: o reenquadramento dos profissionais da educação em nível e referência de acordo com a formação educacional que cada um possui; o pagamento da gratificação pelos cursos de especialização, mestrado e doutorado; a adequação da carga horária disponibilizando tempo de planejamento e estudo para os professores, enfim, o cumprimento de todos os direitos assegurados pelo plano.
De acordo com as deliberações da Assembleia, se os Planos de Carreira e Remuneração da Saúde não for aprovado, ou se o PCR dos técnicos-administrativos não for reformulado imediatamente, será a vez desses servidores também irem ao Estado de Greve.
Fonte: SINDSEP-Pentecoste
De acordo com as deliberações da Assembleia, se os Planos de Carreira e Remuneração da Saúde não for aprovado, ou se o PCR dos técnicos-administrativos não for reformulado imediatamente, será a vez desses servidores também irem ao Estado de Greve.
Fonte: SINDSEP-Pentecoste
JUDICIÁRIO CEARENSE VAI PROMOVER CONCURSO PARA CARTÓRIOS
O Poder Judiciário cearense vai realizar concurso público objetivando o preenchimento de vagas para o cargo de tabelião de cartórios do Estado. A medida segue determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As providências iniciais já começaram a ser adotadas pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) que, nesta quinta-feira (29), durante sessão do Pleno, aprovou o nome da desembargadora Sérgia Maria Mendonça Miranda para presidir a banca examinadora do concurso. Os aprovados no certame irão ocupar a titularidade das serventias extrajudiciais consideradas vagas pelo CNJ, ao todo 270. A relação dos cartórios engloba as Comarcas de Fortaleza, Caucaia, Acopiara, Juazeiro do Norte, Beberibe, Crateús, Palhano, Tamboril, entre outras. A previsão é de que as especificidades do concurso, como a escolha da empresa organizadora, sejam definidos nos próximos dias.
Por Tadeu Nogueira Com informações do TJCE
Por Tadeu Nogueira Com informações do TJCE
Site publica lista de candidatos com ficha limpa
Eleitores de todo o país poderão consultar na internet, a partir de hoje, a lista dos candidatos às eleições deste ano que têm ficha considerada limpa. A relação estará disponível no endereço eletrônico www.fichalimpa.org.br criado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, a Articulação Brasileira Contra a Corrupção e a Impunidade e o Instituto Ethos.
As informações e os documentos que comprovem que o candidato jamais foi condenado por decisão judicial colegiada deverão ser apresentados voluntariamente pelo próprio político. Os eleitores interessados, contudo, poderão questionar o teor dos dados apresentados, denunciando no próprio site eventuais contradições.
Apresentada à imprensa ontem, em São Paulo, a nova ferramenta também permitirá aos políticos darem maior transparência às doações recebidas, informando semanalmente a origem dos recursos obtidos, o valor desses recursos e os gastos feitos no período.
O presidente do Instituto Ethos, Oded Grajew, acredita que a iniciativa pode ajudar a coibir a prática de caixa 2 nas campanhas. E o vice-presidente do instituto, Paulo Itacarambi, manifesta esperança de que a divulgação das doações alimente o debate sobre o papel desempenhado pelas empresas doadoras e seu apoio a candidatos que respeitem ou desrespeitem valores éticos.
“As empresas, com o financiamento, têm uma forte influência nos resultados. Com o site, a sociedade terá a oportunidade de saber e questionar a empresa que, porventura, financiar um determinado candidato que esteja sendo denunciado. Passará a haver um debate envolvendo um outro importante ator das eleições, as empresas”, disse Itacarambi. (Brasília Confidencial)
Fonte:http://sganoticias.blogspot.com/2010/07/site-publica-lista-de-candidatos-com.html
As informações e os documentos que comprovem que o candidato jamais foi condenado por decisão judicial colegiada deverão ser apresentados voluntariamente pelo próprio político. Os eleitores interessados, contudo, poderão questionar o teor dos dados apresentados, denunciando no próprio site eventuais contradições.
Apresentada à imprensa ontem, em São Paulo, a nova ferramenta também permitirá aos políticos darem maior transparência às doações recebidas, informando semanalmente a origem dos recursos obtidos, o valor desses recursos e os gastos feitos no período.
O presidente do Instituto Ethos, Oded Grajew, acredita que a iniciativa pode ajudar a coibir a prática de caixa 2 nas campanhas. E o vice-presidente do instituto, Paulo Itacarambi, manifesta esperança de que a divulgação das doações alimente o debate sobre o papel desempenhado pelas empresas doadoras e seu apoio a candidatos que respeitem ou desrespeitem valores éticos.
“As empresas, com o financiamento, têm uma forte influência nos resultados. Com o site, a sociedade terá a oportunidade de saber e questionar a empresa que, porventura, financiar um determinado candidato que esteja sendo denunciado. Passará a haver um debate envolvendo um outro importante ator das eleições, as empresas”, disse Itacarambi. (Brasília Confidencial)
Fonte:http://sganoticias.blogspot.com/2010/07/site-publica-lista-de-candidatos-com.html
SE ISSO NÃO É PROPAGANDA ANTECIPADA, A LEI TEM QUE SER MUDADA
O vídeo foi postado em 17 de março e o Prefeito de Pentecoste já prometia e pedia para o povo votar no Deputado Mauro Filho. Na assinatura de ordem de serviço da Escola profissionalizante o povo teve que aguentar um verdadeiro comício. Se o Presidente Lula por muito menos pagou multa, imagine se tivesse feito um comício desses.
TRE recebe lista com 1.060 gestores com contas rejeitadas
O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) entregou na segunda-feira, 5, ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a lista com a relação de 857 gestores municipais, presidentes de câmaras municipais e responsáveis diretos por empresas vinculadas à esfera municipal que tiveram contas rejeitadas pelo órgão entre os exercícios de 2002 e 2008. Na última quinta, véspera de feriado do 2 de Julho, o TCE entregou sua lista, que conta com 203 nomes ligados a supostas irregularidades.
As duas listas servirão para a Justiça Eleitoral decidir se aceita ou não o registro de candidatos cujos nomes estiverem nos documentos. Entre os que integram as duas listas, estão deputados estaduais e federais candidatos à reeleição e ex-prefeitos que desejam ocupar cadeiras na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados.
Pela nova Lei da Ficha Limpa, sancionada em julho pelo presidente Lula, o candidato que tiver conta rejeitada por uma corte de conta (TCU, TCE e TCM) por dano insanável e incorrigível está inelegível por oito anos a contar da data da condenação.
A entrega das listas atende à Legislação Eleitoral, que determina aos Tribunais de Contas o envio para o TRE, até o dia 5 de julho, da relação dos gestores que tiveram contas rejeitadas nos último oito anos (prazo contido na nova lei). Antes da aprovação da Ficha Limpa, esse prazo era de cinco anos. A nova Lei, contudo, sofre questionamentos em tribunais superiores.
Semana passada, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e uma deputada estadual de Goiás conseguiram habeas corpus para garantir o registro de duas candidaturas, mesmo tendo sido condenados judicialmente por órgãos colegiados, como determina a nova lei.
Palavra final – O corregedor do TCM, Raimundo Moreira – que levou a lista ao TRE na segunda, à tarde –, destacou que, durante o processo de análise das contas, as câmaras municipais podem contradizer o parecer prévio do TCM, aprovando o que tiver sido rejeitado pela corte e enfraquecendo a opinião do tribunal.
Por isso, cabe ao TRE a palavra final sobre o direito de se candidatar ou não de quem fizer parte das listas dos inelegíveis, tanto do TCM quanto do TCE – o que reforça o pepel institucional dos dois órgãos de fiscalização.
Fonte: A tarde on line
As duas listas servirão para a Justiça Eleitoral decidir se aceita ou não o registro de candidatos cujos nomes estiverem nos documentos. Entre os que integram as duas listas, estão deputados estaduais e federais candidatos à reeleição e ex-prefeitos que desejam ocupar cadeiras na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados.
Pela nova Lei da Ficha Limpa, sancionada em julho pelo presidente Lula, o candidato que tiver conta rejeitada por uma corte de conta (TCU, TCE e TCM) por dano insanável e incorrigível está inelegível por oito anos a contar da data da condenação.
A entrega das listas atende à Legislação Eleitoral, que determina aos Tribunais de Contas o envio para o TRE, até o dia 5 de julho, da relação dos gestores que tiveram contas rejeitadas nos último oito anos (prazo contido na nova lei). Antes da aprovação da Ficha Limpa, esse prazo era de cinco anos. A nova Lei, contudo, sofre questionamentos em tribunais superiores.
Semana passada, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e uma deputada estadual de Goiás conseguiram habeas corpus para garantir o registro de duas candidaturas, mesmo tendo sido condenados judicialmente por órgãos colegiados, como determina a nova lei.
Palavra final – O corregedor do TCM, Raimundo Moreira – que levou a lista ao TRE na segunda, à tarde –, destacou que, durante o processo de análise das contas, as câmaras municipais podem contradizer o parecer prévio do TCM, aprovando o que tiver sido rejeitado pela corte e enfraquecendo a opinião do tribunal.
Por isso, cabe ao TRE a palavra final sobre o direito de se candidatar ou não de quem fizer parte das listas dos inelegíveis, tanto do TCM quanto do TCE – o que reforça o pepel institucional dos dois órgãos de fiscalização.
Fonte: A tarde on line
ESP-CE promove Curso de Planejamento e Gestão da Vigilância Sanitária
A Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE), em parceria com a Coordenadoria de Promoção e Proteção da Saúde da Secretaria Estadual de Saúde do Ceará (SESA), promove, de 9 a 11 de agosto, o “Curso de Planejamento Estratégico do Plano de Ação e Gestão dos Recursos Financeiros da Vigilância Sanitária”.
Destinado aos técnicos das Secretarias de Saúde dos Municípios que compõem as Coordenadorias Regionais de Saúde - CRES de Baturité, Canindé, Caucaia, Cascavel, Fortaleza e Maracanaú, o curso será realizado no Magna Praia Hotel, situado na Avenida Historiador Raimundo Girão, nº 1.002, Praia de Iracema, em Fortaleza.
Destinado aos técnicos das Secretarias de Saúde dos Municípios que compõem as Coordenadorias Regionais de Saúde - CRES de Baturité, Canindé, Caucaia, Cascavel, Fortaleza e Maracanaú, o curso será realizado no Magna Praia Hotel, situado na Avenida Historiador Raimundo Girão, nº 1.002, Praia de Iracema, em Fortaleza.
O objetivo do curso é fornecer orientações sobre o planejamento de ações em Vigilância Sanitária, e, ainda, sobre a aplicação dos recursos financeiros repassados pelo Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Estaduais e Municipais do Sistema Único de Saúde (SUS).
Será destinada uma vaga para cada Coordenadoria Regional de Saúde e mais uma vaga para cada município que compõe as referidas Coordenadorias. Com isso, o evento reunirá representantes de 42 municípios cearenses: Aracoiaba, Aratuba, Baturité, Capistrano, Guaramiranga, Itapiuna, Mulungu, Pacoti, Boa Viagem, Canindé, Caridade, Itatira, Madalena, Paramoti, Apuiarés, Caucaia,General Sampaio, Itapagé, Paracuru, Paraipaba, Pentecoste, São Gonçalo do Amarante, São Luiz do Curu, Tejussuoca, Cascavel, Chorozinho, Horizonte, Ocara, Pacajus, Pindoretama, Aquiraz, Eusébio, Fortaleza, Itaitinga, Acarape, Barreira, Guaiuba, Maracanaú, Maranguape, Pacatuba, Palmácia e Redenção.
Para efetivar a inscrição, os profissionais indicados pelas respectivas CRES, bem como pelas Secretarias Municipais de Saúde, deverão enviar ficha de inscrição devidamente preenchida para a Coordenadoria de Pós-Graduação em Vigilância da Saúde da ESP-CE, via fax: (85) 3101.1400, até o dia 05 de agosto de 2010.
Assessoria de Comunicação da ESP-CE
Será destinada uma vaga para cada Coordenadoria Regional de Saúde e mais uma vaga para cada município que compõe as referidas Coordenadorias. Com isso, o evento reunirá representantes de 42 municípios cearenses: Aracoiaba, Aratuba, Baturité, Capistrano, Guaramiranga, Itapiuna, Mulungu, Pacoti, Boa Viagem, Canindé, Caridade, Itatira, Madalena, Paramoti, Apuiarés, Caucaia,General Sampaio, Itapagé, Paracuru, Paraipaba, Pentecoste, São Gonçalo do Amarante, São Luiz do Curu, Tejussuoca, Cascavel, Chorozinho, Horizonte, Ocara, Pacajus, Pindoretama, Aquiraz, Eusébio, Fortaleza, Itaitinga, Acarape, Barreira, Guaiuba, Maracanaú, Maranguape, Pacatuba, Palmácia e Redenção.
Para efetivar a inscrição, os profissionais indicados pelas respectivas CRES, bem como pelas Secretarias Municipais de Saúde, deverão enviar ficha de inscrição devidamente preenchida para a Coordenadoria de Pós-Graduação em Vigilância da Saúde da ESP-CE, via fax: (85) 3101.1400, até o dia 05 de agosto de 2010.
Assessoria de Comunicação da ESP-CE
NOVO FARDAMENTO E MATERIAL DE APOIO PARA OS AGENTES DE CIDADANIA DE PENTECOSTE
Os 30 Agentes de Cidadania da Cidade de Pentecoste acabam de receber um novo fardamento e material de apoio para ajudarem no bom desempenho de suas funções. Os mesmo foram enviados pela Secretaria de Segurança e Defesa Social do Estado do Ceará-SSPDS, através do Coronel Erivaldo Araújo, coordenador do Programa de Proteção a Cidadania do Estado do Ceará
Fonte: Blog do Regís Gato.
Fonte: Blog do Regís Gato.
PESQUISA IBOPE: "O BRASIL É DILMA"
A candidata Dilma Rousseff (PT) lidera com cinco pontos percentuais à frente de José Serra (PSDB), segundo pesquisa Ibope de intenção de voto para presidente da República divulgada nesta sexta (30) pela TV Globo. De acordo com a pesquisa, Dilma tem 39% das intenções de voto; José Serra (PSDB),34%; e Marina Silva (PV), 7%.
O Ibope ouviu 2.506 eleitores com mais de 16 anos em 174 municípios de segunda (26) a quinta (29). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso quer dizer que Dilma pode ter entre 37% e 41%; José Serra, entre 32% e 36%; e Marina Silva, entre 5% e 9%.
O Ibope ouviu 2.506 eleitores com mais de 16 anos em 174 municípios de segunda (26) a quinta (29). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso quer dizer que Dilma pode ter entre 37% e 41%; José Serra, entre 32% e 36%; e Marina Silva, entre 5% e 9%.
PF PRENDE VEREADORA E EX-PREFEITO ACUSADOS DE COAGIR TESTEMUNHA NO INTERIOR DO RN
PF PRENDE VEREADORA E EX-PREFEITO ACUSADOS DE COAGIR TESTEMUNHA NO INTERIOR DO RN: -Uma vereadora e o ex-prefeito do município de Poço Branco (54 km de Natal) foram presos pela Polícia Federal no Rio Grande Norte na manhã desta sexta-feira (30). Os nomes da vereadora de 35 anos e seu marido, 52 anos, ex-prefeito da cidade, não foram divulgados pela PF. O casal foi detido acusado de coagir pessoa objetivando alterar testemunho prestado nos autos de processo em trâmite no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pela 62ª Zona Eleitoral. Após submeterem-se a exame de corpo de delito no Itep, os suspeitos foram conduzidos, respectivamente, para a Penitenciária Dr. João Chaves e para o Centro de Detenção Provisória de Pirangi onde deverão permanecer à disposição da Justiça.-(DNONLINE)
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Quem é Mário Feitoza
Mário Feitoza. Um mago das finanças "Ele é candidato a deputado federal , em Paraipaba tem o apoio de José Gutemberg e em Pentecoste de José Gomes Filho
A incrível história de um obstinado cearense do sertão dos Inhamuns que virou referência no mercado financeiro nacional, desenvolvendo bancos e criando novos negócios e soluções
Mário Feitosa é um caso de estudo nas escolas de administração e marketing. Pelo menos deveria ser. Sua trajetória profissional começa no convênio Eletrobrás/Kellogg/OCB/Incra, e continua hoje no mercado financeiro para onde migrou no final de 1978, a bordo de fantástica reinvenção, transformar um banco cearense de pequeno porte num dos bancos nacionais mais rentáveis, a ponto de despertar a cobiça de concorrentes e a ira de um ou outro banco que se viu ultrajado, quando seus executivos top de linha foram todos contratados pelo banco emergente, o BMC. O artífice de toda a mudança estrutural junto ao BMC é hoje um tranquilo presidente do Grupo MCF, pioneiro no Brasil no crédito consignado, junto a prefeituras, governos e empresas privadas, através da solução de gestão Facility Card. Hoje, em parceria com a bandeira Visa, os servidores beneficiados com o serviço de crédito consignado podem usar o Facility Card VISA em milhares de estabelecimentos comerciais no Brasil.
Toda atuação profissional de Mário Feitoza é focada em resultados. Ele demonstra obstinação pelo que faz e se revela demasiado disciplinado quando a meta é assimilar conhecimentos do mercado, desenvolver novos produtos e serviços, e seduzir o cliente.
Nesta entrevista ao editor Luís-Sérgio Santos — com fotos de Jarbas Oliveira — está uma verdadeira aula de estratégia, auto-conhecimento e respeito à tradição política dos Inhamuns, onde a matriarca Dondon Feitosa é personagem determinante da verve política da família.
Toda atuação profissional de Mário Feitoza é focada em resultados. Ele demonstra obstinação pelo que faz e se revela demasiado disciplinado quando a meta é assimilar conhecimentos do mercado, desenvolver novos produtos e serviços, e seduzir o cliente.
Nesta entrevista ao editor Luís-Sérgio Santos — com fotos de Jarbas Oliveira — está uma verdadeira aula de estratégia, auto-conhecimento e respeito à tradição política dos Inhamuns, onde a matriarca Dondon Feitosa é personagem determinante da verve política da família.
Filho de Aristides Aragão Freitas e Celi Feitosa de Carvalho Freitas, neto de Chiquinho Parmenio e Guiomar Feitosa, Mário Feitoza — grifado com Z por descuido do escrivão — é bisneto de Dondon Feitosa e Aristides Cavalcante Freitas.
Seu bisavô foi prefeito interventor de Tauá e sua bisavó, Dondon, foi mulher extremamente importante na origem da família Feitosa. À frente de seu tempo, destacava-se por, já naquela época, falar francês fluentemente, além de ter uma grande liderança política e ter sido a primeira mulher a ser candidata à Deputada pelo estado do Ceará, e por este marco chegou a ser recebida por Getúlio Vargas no Palácio das Laranjeiras, na cidade do Rio de Janeiro.
Mário Feitoza é de família grande, tem cinco irmãos e o casamento com Márcia Bezerra de Albuquerque Freitas, gerou cinco filhos, dos quais dois trabalham com ele, atualmente.
Nascido em Tauá, Mário Feitoza é Engenheiro de Pesca, da turma de 1976 da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Administrador de Empresas, da turma de 1978, pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Logo após seu nascimento, os pais mudaram-se para Salvador e após 10 anos, em 1963, a família veio fixar residência em Fortaleza.
Aqui Mário fez o ginásio, no Colégio 7 de Setembro, e no Colégio Cearense concluiu o Científico.
Seu bisavô foi prefeito interventor de Tauá e sua bisavó, Dondon, foi mulher extremamente importante na origem da família Feitosa. À frente de seu tempo, destacava-se por, já naquela época, falar francês fluentemente, além de ter uma grande liderança política e ter sido a primeira mulher a ser candidata à Deputada pelo estado do Ceará, e por este marco chegou a ser recebida por Getúlio Vargas no Palácio das Laranjeiras, na cidade do Rio de Janeiro.
Mário Feitoza é de família grande, tem cinco irmãos e o casamento com Márcia Bezerra de Albuquerque Freitas, gerou cinco filhos, dos quais dois trabalham com ele, atualmente.
Nascido em Tauá, Mário Feitoza é Engenheiro de Pesca, da turma de 1976 da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Administrador de Empresas, da turma de 1978, pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Logo após seu nascimento, os pais mudaram-se para Salvador e após 10 anos, em 1963, a família veio fixar residência em Fortaleza.
Aqui Mário fez o ginásio, no Colégio 7 de Setembro, e no Colégio Cearense concluiu o Científico.
A escolha pela faculdade de Engenharia de Pesca foi uma influência de terceiros ou foi uma decisão sua?
Mário Feitoza. Eu acho que foi muita influência, porque eu queria mesmo era fazer Medicina e, na minha época, quando eu fui fazer vestibular, o vestibular era unificado. Quando vi que eu não passava em Medicina, porque caí na prova de língua inglesa — eu nunca fui bom em estudar línguas —, e para Medicina, ou você tira 9 e 10 em tudo, ou você cai, e eu tirei 6 na prova de inglês. Então, fui para um curso completamente diferente, uma faculdade nova, que foi criada em Pernambuco e no Ceará. Aqui no Ceará, pelo professor Melquíades Pinto Paiva, então diretor do Laboratório de Ciências do Mar. E eu entendia que a formação em Engenharia de Pesca, com todo aquele boom da lagosta e do camarão, era uma grande oportunidade, um mercado novo, e eu poderia apostar. Achei que não deveria perder tempo aguardando um novo vestibular e entrei logo na engenharia de pesca e fui fazer, concomitantemente, Administração de Empresas. Na Administração de Empresas, eu tirei terceiro lugar no vestibular, era um vestibular extremamente difícil, só tinha 75 vagas, todo engenheiro, todo médico, queria fazer Administração de Empresas, todo cerebrino que passava nos primeiros lugares ia pra lá, e como lá não tinha essa dificuldade toda de línguas, e eu também tinha me saído muito bem em todas as outras provas, fiquei em terceiro lugar. Passei a cursar, pela manhã, Engenharia de Pesca, na UFC, no Campus do Pici e de 1 hora até as 5 da tarde eu era bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), trabalhando no Laboratório de Ciências do Mar, sob a chefia de Jader Onofre Morais, a pouco tempo reitor da Universidade Estadual do Ceará. Atuava no Departamento de Oceanografia Abiótica, fazia inglês no Fisk de 18 às 19 horas, estudava Administração de 19 às 23 horas e jogava futebol de salão no Vargas Filho tres vezes por semana, treinado pelo doutor Aécio de Borba — atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol de Salão —, de 23h30min a 1 hora da manhã. Ainda dava tempo para namorar, me divertir, curtir meus amigos. Eu tinha pressa, porque meu pai, empresário de transporte coletivo urbano, tinha cerca de 60 ônibus com seus 4 sócios, e nós éramos 6 filhos, e eu sabia que na hora de uma divisão do patromônio pelos 6 filhos, talvez não sobrasse um chassis para mim. Portanto, eu sabia que tinha que aproveitar essas oportunidades.
Mário Feitoza. Eu acho que foi muita influência, porque eu queria mesmo era fazer Medicina e, na minha época, quando eu fui fazer vestibular, o vestibular era unificado. Quando vi que eu não passava em Medicina, porque caí na prova de língua inglesa — eu nunca fui bom em estudar línguas —, e para Medicina, ou você tira 9 e 10 em tudo, ou você cai, e eu tirei 6 na prova de inglês. Então, fui para um curso completamente diferente, uma faculdade nova, que foi criada em Pernambuco e no Ceará. Aqui no Ceará, pelo professor Melquíades Pinto Paiva, então diretor do Laboratório de Ciências do Mar. E eu entendia que a formação em Engenharia de Pesca, com todo aquele boom da lagosta e do camarão, era uma grande oportunidade, um mercado novo, e eu poderia apostar. Achei que não deveria perder tempo aguardando um novo vestibular e entrei logo na engenharia de pesca e fui fazer, concomitantemente, Administração de Empresas. Na Administração de Empresas, eu tirei terceiro lugar no vestibular, era um vestibular extremamente difícil, só tinha 75 vagas, todo engenheiro, todo médico, queria fazer Administração de Empresas, todo cerebrino que passava nos primeiros lugares ia pra lá, e como lá não tinha essa dificuldade toda de línguas, e eu também tinha me saído muito bem em todas as outras provas, fiquei em terceiro lugar. Passei a cursar, pela manhã, Engenharia de Pesca, na UFC, no Campus do Pici e de 1 hora até as 5 da tarde eu era bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), trabalhando no Laboratório de Ciências do Mar, sob a chefia de Jader Onofre Morais, a pouco tempo reitor da Universidade Estadual do Ceará. Atuava no Departamento de Oceanografia Abiótica, fazia inglês no Fisk de 18 às 19 horas, estudava Administração de 19 às 23 horas e jogava futebol de salão no Vargas Filho tres vezes por semana, treinado pelo doutor Aécio de Borba — atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol de Salão —, de 23h30min a 1 hora da manhã. Ainda dava tempo para namorar, me divertir, curtir meus amigos. Eu tinha pressa, porque meu pai, empresário de transporte coletivo urbano, tinha cerca de 60 ônibus com seus 4 sócios, e nós éramos 6 filhos, e eu sabia que na hora de uma divisão do patromônio pelos 6 filhos, talvez não sobrasse um chassis para mim. Portanto, eu sabia que tinha que aproveitar essas oportunidades.
Um plano B.
Mário Feitoza. Eu tinha um plano. Me preocupava se a Engenharia de Pesca não me desse, dentro do cenário brasileiro, uma oportunidade de imediato, então achava que tinha que me dedicar também, concomitantemente, à Administração de Empresas, porque eu tinha que ter um plano B. Eu estava fazendo uma faculdade nova, caminhos novos, e a conscientização dos empresários da indústria de pesca cearense poderia não estar acompanhando a formação desses técnicos, nesse tipo de especialização. Eu me preocupava que as oportunidades se fechassem para gente com esse novo perfil, até pela competição com os técnicos já existentes, como biólogos, agrônomos, veterinários — concorrentes do curso de Engenharia de Pesca, principalmente nas áreas de beneficiamento do pescado, aquicultura e tecnologia pesqueira. A Administração de Empresas era uma alternativa porque eu precisava ir para outro mercado caso eu não encontrasse um espaço suficiente. Concluí o curso de Administração, conclui o de Engenharia de Pesca, e antes da minha colação de grau, soube que a Eletrobrás iria selecionar um engenheiro de pesca para compor seus quadros. A principal função do engenheiro de pesca na Eletrobrás era fazer o aproveitamento racional de pescado, criação de cooperativas de pesca, fazer a estruturação das unidades de beneficiamento de pescado, comercialização do pescado, tudo isso aproveitando o potencial dos lagos represados para a formação das hidrelétricas, isso em novembro de 1976. Exatamente na hora que eu acabei a faculdade. E eu fui convidado — nós sabíamos que um Engenheiro de Pesca iria ser convidado — eu não sabia se seria o escolhido, mas eu estava no páreo, junto com vários colegas muito competentes. Eu sei que a escolha recaia também sobre uma parte política, e cada um tinha que se apegar com a sua. Como nossa origem é muito política, vinda da tradição dos Inhamuns, desde minha avó Dondon Feitosa, que era política, tínhamos toda uma convivência inoculada. No sangue dos Feitosas corre essa veia política e sempre apoiamos Júlio Rêgo, que foi o nosso político, prefeito, deputado várias vezes chegando a assumir o governo do Ceará. Meu pai, falecido em 1995, era muito amigo de Júlio Rêgo. Assim, cada novo engenheiro se apegou com o seu meio político, e o nosso padrinho político foi o César Cals.
Mário Feitoza. Eu tinha um plano. Me preocupava se a Engenharia de Pesca não me desse, dentro do cenário brasileiro, uma oportunidade de imediato, então achava que tinha que me dedicar também, concomitantemente, à Administração de Empresas, porque eu tinha que ter um plano B. Eu estava fazendo uma faculdade nova, caminhos novos, e a conscientização dos empresários da indústria de pesca cearense poderia não estar acompanhando a formação desses técnicos, nesse tipo de especialização. Eu me preocupava que as oportunidades se fechassem para gente com esse novo perfil, até pela competição com os técnicos já existentes, como biólogos, agrônomos, veterinários — concorrentes do curso de Engenharia de Pesca, principalmente nas áreas de beneficiamento do pescado, aquicultura e tecnologia pesqueira. A Administração de Empresas era uma alternativa porque eu precisava ir para outro mercado caso eu não encontrasse um espaço suficiente. Concluí o curso de Administração, conclui o de Engenharia de Pesca, e antes da minha colação de grau, soube que a Eletrobrás iria selecionar um engenheiro de pesca para compor seus quadros. A principal função do engenheiro de pesca na Eletrobrás era fazer o aproveitamento racional de pescado, criação de cooperativas de pesca, fazer a estruturação das unidades de beneficiamento de pescado, comercialização do pescado, tudo isso aproveitando o potencial dos lagos represados para a formação das hidrelétricas, isso em novembro de 1976. Exatamente na hora que eu acabei a faculdade. E eu fui convidado — nós sabíamos que um Engenheiro de Pesca iria ser convidado — eu não sabia se seria o escolhido, mas eu estava no páreo, junto com vários colegas muito competentes. Eu sei que a escolha recaia também sobre uma parte política, e cada um tinha que se apegar com a sua. Como nossa origem é muito política, vinda da tradição dos Inhamuns, desde minha avó Dondon Feitosa, que era política, tínhamos toda uma convivência inoculada. No sangue dos Feitosas corre essa veia política e sempre apoiamos Júlio Rêgo, que foi o nosso político, prefeito, deputado várias vezes chegando a assumir o governo do Ceará. Meu pai, falecido em 1995, era muito amigo de Júlio Rêgo. Assim, cada novo engenheiro se apegou com o seu meio político, e o nosso padrinho político foi o César Cals.
A decisão pelo Piauí.
Mário Feitoza. O Professor Melquíades foi quem me informou que eu tinha sido escolhido para a Eletrobrás. Inicialmente, fui para o Rio de Janeiro onde fiquei na (rua) Visconde de Inhamuns 134 nº 21, até ser contratado pelo convênio Eletrobrás/Kellogg/OCB/Incra, com atuação junto à Barragem de Boa Esperança — Governo do Estado do Piauí. Permaneci no grupo de cooperativismo do Incra, com atuação junto à Universidade Federal do Piauí até 1978. Entendia que dali poderia ir para outra barragem e dificilmente poderia ter saltos expressivos no curto prazo. Morava em frente ao governador Dirceu Arcoverde, de um lado o senador Alberto Silva e do outro lado o empresário Manoel Chaves, da Cajunorte. Tinha grandes amigos, grandes relacionamentos, porém sem perspectivas maiores.
Mário Feitoza. O Professor Melquíades foi quem me informou que eu tinha sido escolhido para a Eletrobrás. Inicialmente, fui para o Rio de Janeiro onde fiquei na (rua) Visconde de Inhamuns 134 nº 21, até ser contratado pelo convênio Eletrobrás/Kellogg/OCB/Incra, com atuação junto à Barragem de Boa Esperança — Governo do Estado do Piauí. Permaneci no grupo de cooperativismo do Incra, com atuação junto à Universidade Federal do Piauí até 1978. Entendia que dali poderia ir para outra barragem e dificilmente poderia ter saltos expressivos no curto prazo. Morava em frente ao governador Dirceu Arcoverde, de um lado o senador Alberto Silva e do outro lado o empresário Manoel Chaves, da Cajunorte. Tinha grandes amigos, grandes relacionamentos, porém sem perspectivas maiores.
Mudanças.
Mário Feitoza. De férias em julho de 1978, meu pai Ari falou-me da possibilidade de adquirir uma participação de 50% em um determinado estaleiro. Efetivado o negócio, desliguei-me da Eletrobrás/Kellogg/OCB-Incra e mudei-me para Fortaleza na opção de virar empresário. Na realidade, naquela organização me deparei com vários problemas familiares dos sócios, e não durou muito o que poderia ter sido uma boa opção. Quem sabe eu não estaria agora fazendo navios para transportar petróleo do pré-sal?
Mário Feitoza. De férias em julho de 1978, meu pai Ari falou-me da possibilidade de adquirir uma participação de 50% em um determinado estaleiro. Efetivado o negócio, desliguei-me da Eletrobrás/Kellogg/OCB-Incra e mudei-me para Fortaleza na opção de virar empresário. Na realidade, naquela organização me deparei com vários problemas familiares dos sócios, e não durou muito o que poderia ter sido uma boa opção. Quem sabe eu não estaria agora fazendo navios para transportar petróleo do pré-sal?
Começa a trajetória no mercado financeiro.
Mário Feitoza. O Banco Mercantil do Ceará, depois Banco Mercantil de Crédito (BMC), divulgara edital para contratação de executivos. Eu me habilitei e depois de várias entrevistas com grandes nomes do banco — lembro-me do Dr. Airton Angelim, Gerardo Barbosa, Lúcio Pinheiro, Valmir Rosa Torres, Antônio Anselmo — e, finalmente, com os acionistas e vice-presidentes Nelson e Norberto, e em seguida o Presidente, Sr. Jaime Pinheiro, que me contratou. Até então, só conhecia banco porque era correntista do Banco do Brasil para receber meus proventos do Governo no emprego anterior.
Mário Feitoza. O Banco Mercantil do Ceará, depois Banco Mercantil de Crédito (BMC), divulgara edital para contratação de executivos. Eu me habilitei e depois de várias entrevistas com grandes nomes do banco — lembro-me do Dr. Airton Angelim, Gerardo Barbosa, Lúcio Pinheiro, Valmir Rosa Torres, Antônio Anselmo — e, finalmente, com os acionistas e vice-presidentes Nelson e Norberto, e em seguida o Presidente, Sr. Jaime Pinheiro, que me contratou. Até então, só conhecia banco porque era correntista do Banco do Brasil para receber meus proventos do Governo no emprego anterior.
O planejamento estratégico e as mudanças estruturais.
Mário Feitoza. Entramos no BMC no dia 19 de dezembro de 1978. Esse foi o dia da minha posse no Banco BMC, como gerente da divisão de recursos humanos e planejamento estratégico. No início, era só divisão de recursos humanos, depois agregou o planejamento estratégico. Nós ficamos no BMC até dezembro de 1992. Em 1981 eu fui para São Paulo — o banco mudou pra São Paulo em 1986. Abrimos as unidades do Sul do país e ajudamos a abrir toda a estrutura no interior do Ceará, em todo o Norte e Nordeste, desde a escolha do local, até a definição da estrutura, da estrutura organizacional, contratação de todos os funcionários, gerentes, definição da clientela estratégica, visita aos principais clientes, definição e criação dos produtos para poder fazer atendimento qualitativo dentro de cada uma das praças.
Mário Feitoza. Entramos no BMC no dia 19 de dezembro de 1978. Esse foi o dia da minha posse no Banco BMC, como gerente da divisão de recursos humanos e planejamento estratégico. No início, era só divisão de recursos humanos, depois agregou o planejamento estratégico. Nós ficamos no BMC até dezembro de 1992. Em 1981 eu fui para São Paulo — o banco mudou pra São Paulo em 1986. Abrimos as unidades do Sul do país e ajudamos a abrir toda a estrutura no interior do Ceará, em todo o Norte e Nordeste, desde a escolha do local, até a definição da estrutura, da estrutura organizacional, contratação de todos os funcionários, gerentes, definição da clientela estratégica, visita aos principais clientes, definição e criação dos produtos para poder fazer atendimento qualitativo dentro de cada uma das praças.
Conjuntura valoriza bancos regionais.
Mário Feitoza. O Banco Central, na oportunidade, valorizava os bancos regionais. O BMC pôde se expandir, com a abertura de várias agências no interior e nas capitais do Nordeste. Reforçamos a base em Fortaleza com a criação da Direção-Geral, agências centralizadoras administrativas e de prestação de serviços, empresas de processamento de dados, empresas coligadas em diversos segmentos, para o fortalecimento do negócio financeiro. Formamos o nosso próprio bancário com cursos de iniciação bancária (CIB), especialização bancária (CEB) e aperfeiçoamento bancário (CAB). Utilizamos de força local do banco do Nordeste para buscarmos vários experts e compor uma diretoria experiente. Todas as rotinas bancárias foram reestruturadas de modo a melhorar os fluxos de documentos, os registros, a qualidade do trabalho e atendimento ao cliente. Foram abertas as agências de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Entramos com operações de câmbio, tínhamos agências, sistemas, bons funcionários, porém resultados insatisfatórios.
Mário Feitoza. O Banco Central, na oportunidade, valorizava os bancos regionais. O BMC pôde se expandir, com a abertura de várias agências no interior e nas capitais do Nordeste. Reforçamos a base em Fortaleza com a criação da Direção-Geral, agências centralizadoras administrativas e de prestação de serviços, empresas de processamento de dados, empresas coligadas em diversos segmentos, para o fortalecimento do negócio financeiro. Formamos o nosso próprio bancário com cursos de iniciação bancária (CIB), especialização bancária (CEB) e aperfeiçoamento bancário (CAB). Utilizamos de força local do banco do Nordeste para buscarmos vários experts e compor uma diretoria experiente. Todas as rotinas bancárias foram reestruturadas de modo a melhorar os fluxos de documentos, os registros, a qualidade do trabalho e atendimento ao cliente. Foram abertas as agências de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Entramos com operações de câmbio, tínhamos agências, sistemas, bons funcionários, porém resultados insatisfatórios.
O mais jovem diretor.
Mário Feitoza. Fui convidado pelo diretor do banco, Jaime Pinheiro, para assumir a diretoria de expansão e desenvolvimento do BMC. Como eu tinha menos de 30 anos, fui um dos mais novos diretores de banco de toda a história do Banco Central do Brasil. Eu fui diretor do banco, em junho de 1983, e eu ia fazer 30 anos no dia 2 de setembro [Mário nasceu em setembro de 1953]. Então em 1983, no meio do ano, meu nome foi submetido ao Banco Central do Brasil, e eu fui nomeado diretor de expansão e desenvolvimento do Banco BMC.
Mário Feitoza. Fui convidado pelo diretor do banco, Jaime Pinheiro, para assumir a diretoria de expansão e desenvolvimento do BMC. Como eu tinha menos de 30 anos, fui um dos mais novos diretores de banco de toda a história do Banco Central do Brasil. Eu fui diretor do banco, em junho de 1983, e eu ia fazer 30 anos no dia 2 de setembro [Mário nasceu em setembro de 1953]. Então em 1983, no meio do ano, meu nome foi submetido ao Banco Central do Brasil, e eu fui nomeado diretor de expansão e desenvolvimento do Banco BMC.
Desbravando São Paulo.
Mário Feitoza. Diante de estudos compostos por bancos com o mesmo número de agências que o nosso, constatávamos as desigualdades na análise dos resultados, notadamente com relação ao Banco Safra.
Então, fui deslocado em missão à São Paulo, para voltar só quando encontrasse as respostas. Passei a morar 15 dias lá e 15 dias aqui (em Fortaleza). Quase não via minha família, principalmente minha mulher Márcia e meus filhos — na época só tinha três — Mário Filho, Márcio e Marco. Estudávamos os bancos Safra, Cidade São Paulo, BCN, Noroeste, Rural, Progresso, Mercantil de Desconto, Aquimisa, Multiplic etc. Também estudávamos outras áreas corporativas dos bancos Real, Itaú, Bradesco, Mercantil de São Paulo, Unibanco, entre outros. Além de alguns estrangeiros como Sumitomo, Tóquio, Union de Venezuela, Banco Europeu, Lloyds, Deutsche etc. Passamos a conhecer todos os diretores, superintendentes, gerentes, produtos, clientes, serviços. Definimos estratégias e contratamos uma equipe para São Paulo e outra para a Direção Geral. Logo em seguida, para todos os estados do Brasil, utilizando o mesmo modelo. Por 2 anos, eu tinha uma mala no carro, uma em casa e outra no banco. Entrevistei todos os melhores executivos desses bancos no Brasil. Visitei os principais clientes potenciais. Posso dizer que tinha o domínio do negócio: Executivo, produto e cliente.
Mário Feitoza. Diante de estudos compostos por bancos com o mesmo número de agências que o nosso, constatávamos as desigualdades na análise dos resultados, notadamente com relação ao Banco Safra.
Então, fui deslocado em missão à São Paulo, para voltar só quando encontrasse as respostas. Passei a morar 15 dias lá e 15 dias aqui (em Fortaleza). Quase não via minha família, principalmente minha mulher Márcia e meus filhos — na época só tinha três — Mário Filho, Márcio e Marco. Estudávamos os bancos Safra, Cidade São Paulo, BCN, Noroeste, Rural, Progresso, Mercantil de Desconto, Aquimisa, Multiplic etc. Também estudávamos outras áreas corporativas dos bancos Real, Itaú, Bradesco, Mercantil de São Paulo, Unibanco, entre outros. Além de alguns estrangeiros como Sumitomo, Tóquio, Union de Venezuela, Banco Europeu, Lloyds, Deutsche etc. Passamos a conhecer todos os diretores, superintendentes, gerentes, produtos, clientes, serviços. Definimos estratégias e contratamos uma equipe para São Paulo e outra para a Direção Geral. Logo em seguida, para todos os estados do Brasil, utilizando o mesmo modelo. Por 2 anos, eu tinha uma mala no carro, uma em casa e outra no banco. Entrevistei todos os melhores executivos desses bancos no Brasil. Visitei os principais clientes potenciais. Posso dizer que tinha o domínio do negócio: Executivo, produto e cliente.
Uma maratona.
Mário Feitoza. Depois dessa grande maratona, aprendi a buscar as principais soluções para as variáveis que definem eficiência e eficácia: relacionamento — Isto sem dúvida em primeiro lugar —, criatividade, humildade, perseverança, atenção e objetividade. No primeiro item, tenho que escrever um livro, quem sabe com o titulo “Carta para um novo banqueiro – Conselhos de um grande amigo”.
Mário Feitoza. Depois dessa grande maratona, aprendi a buscar as principais soluções para as variáveis que definem eficiência e eficácia: relacionamento — Isto sem dúvida em primeiro lugar —, criatividade, humildade, perseverança, atenção e objetividade. No primeiro item, tenho que escrever um livro, quem sabe com o titulo “Carta para um novo banqueiro – Conselhos de um grande amigo”.
No BMC.
Mário Feitoza. No BMC, durante todo esse tempo, passei por diversos cargos. Fui Gerente de departamento, Assessor da presidência, Diretor de Expansão e Desenvolvimento, Diretor-Executivo Estatutário, Diretor no Rio de Janeiro, Diretor-Geral de Operações Governamentais, e membro do Conselho de Administração e Diretor de empresas coligadas do Grupo BMC. Nossa Equipe desenvolvia produtos que por muito tempo foram destaques na economia brasileira e referência para aquele tempo. Operava com Governos e Prefeituras — operações chamadas Arco-Antecipação de receitas orçamentárias — Estatais das áreas de energia , telefonia, água/saneamento, ferrovia, metrô, siderurgia, mineração, fertilizantes, petróleo, com garantia de recebíveis; multinacionais com financiamento a fornecedores/clientes; financiamento/recolhimento de impostos; repasses federais, câmbio (importações e exportações). Tínhamos os produtos/serviços que geravam receitas documentos “floats” com cobrança, pagamento a fornecedores, vendas em trânsito a terceiros e cheques e pagamentos a liquidar.
Nossa atuação via investidores/aplicadores respaldava grande parte das operações. Eram eles nacionais e internacionais, privados e institucionais. Também não nos faltavam parcerias com bancos brasileiros e estrangeiros para as eventuais operações de formação de “Funding”, nas oportunidades de cessão de crédito com ou sem coobrigação e na captação de linhas de crédito internacionais.
Imersão no Safra.
Mário Feitoza. Eu passei a conhecer o Banco Safra todo, completo, e passei a conhecer os bancos que queriam conhecer o Safra, os bancos que tinham chegado antes da gente, que eram Banco do Progresso, Banco Agrimisa, Banco Rural, Mercantil do Desconto, BCN, Noroeste, bancos de pequeno e médio portes, que queriam conhecer o sistema. O Safra tinha uma maneira de desenvolver negócios com determinados cerebrinos — o que faziam com aqueles meninos era lavagem cerebral pra criar produtos que chegassem com competitividade. E nós conhecemos muito bem todo esse processo.
Mário Feitoza. No BMC, durante todo esse tempo, passei por diversos cargos. Fui Gerente de departamento, Assessor da presidência, Diretor de Expansão e Desenvolvimento, Diretor-Executivo Estatutário, Diretor no Rio de Janeiro, Diretor-Geral de Operações Governamentais, e membro do Conselho de Administração e Diretor de empresas coligadas do Grupo BMC. Nossa Equipe desenvolvia produtos que por muito tempo foram destaques na economia brasileira e referência para aquele tempo. Operava com Governos e Prefeituras — operações chamadas Arco-Antecipação de receitas orçamentárias — Estatais das áreas de energia , telefonia, água/saneamento, ferrovia, metrô, siderurgia, mineração, fertilizantes, petróleo, com garantia de recebíveis; multinacionais com financiamento a fornecedores/clientes; financiamento/recolhimento de impostos; repasses federais, câmbio (importações e exportações). Tínhamos os produtos/serviços que geravam receitas documentos “floats” com cobrança, pagamento a fornecedores, vendas em trânsito a terceiros e cheques e pagamentos a liquidar.
Nossa atuação via investidores/aplicadores respaldava grande parte das operações. Eram eles nacionais e internacionais, privados e institucionais. Também não nos faltavam parcerias com bancos brasileiros e estrangeiros para as eventuais operações de formação de “Funding”, nas oportunidades de cessão de crédito com ou sem coobrigação e na captação de linhas de crédito internacionais.
Imersão no Safra.
Mário Feitoza. Eu passei a conhecer o Banco Safra todo, completo, e passei a conhecer os bancos que queriam conhecer o Safra, os bancos que tinham chegado antes da gente, que eram Banco do Progresso, Banco Agrimisa, Banco Rural, Mercantil do Desconto, BCN, Noroeste, bancos de pequeno e médio portes, que queriam conhecer o sistema. O Safra tinha uma maneira de desenvolver negócios com determinados cerebrinos — o que faziam com aqueles meninos era lavagem cerebral pra criar produtos que chegassem com competitividade. E nós conhecemos muito bem todo esse processo.
Produtos com a cara do cliente.
Mário Feitoza. Para cada cliente, um produto, para cada produto, uma linha de desenvolvimento para a produção de serviços bancários, em cada serviço um relatório gerencial. Então virava produto, serviço, tecnologia, isso virava uma bola de neve, que todo dia tinha que ser alimentada, para não deixar enferrujar, para não perder a cadeira que você sentou do lado do financeiro da empresa. Então o foco era tecnologia, serviço e relacionamento, relacionamento, porque o cliente tinha que gostar de você, se não ele não iria lhe querer do lado dele. Era uma dedicação fechada e exclusiva, marcação homem a homem. Nós tínhamos que buscar gente que tivesse conhecimento desse mercado, que tivesse expertise, e o Safra tinha os melhores celeiros, guardava os grandes craques debaixo de sete chaves, homens caros. Com a nossa decisão não tinha mais retorno, ou a gente vinha para esse mercado e abandonava o que estávamos fazendo, ou a gente ia continuar pobre e o banco talvez não resistisse, porque nós tínhamos grandes custos, com grande número de agências, mas, sem resultados. Então passamos a ter esse tipo de tratamento, tiramos gente de todos os tipos de bancos, formamos uma equipe em São Paulo, essa equipe criou um modelo padrão, o presidente percebeu logo que só com um banco comercial, a gente não tinha produtos suficientes para viabilizar as necessidades dos clientes, então ele vendeu todas as agências do interior do Ceará, trocou com o Bamerindus pela Financeira Tibagi, que virou BMC Financeira. Nós passamos a ter produtos de varejo, a BMC Financeira, e o banco comercial.
Mário Feitoza. Para cada cliente, um produto, para cada produto, uma linha de desenvolvimento para a produção de serviços bancários, em cada serviço um relatório gerencial. Então virava produto, serviço, tecnologia, isso virava uma bola de neve, que todo dia tinha que ser alimentada, para não deixar enferrujar, para não perder a cadeira que você sentou do lado do financeiro da empresa. Então o foco era tecnologia, serviço e relacionamento, relacionamento, porque o cliente tinha que gostar de você, se não ele não iria lhe querer do lado dele. Era uma dedicação fechada e exclusiva, marcação homem a homem. Nós tínhamos que buscar gente que tivesse conhecimento desse mercado, que tivesse expertise, e o Safra tinha os melhores celeiros, guardava os grandes craques debaixo de sete chaves, homens caros. Com a nossa decisão não tinha mais retorno, ou a gente vinha para esse mercado e abandonava o que estávamos fazendo, ou a gente ia continuar pobre e o banco talvez não resistisse, porque nós tínhamos grandes custos, com grande número de agências, mas, sem resultados. Então passamos a ter esse tipo de tratamento, tiramos gente de todos os tipos de bancos, formamos uma equipe em São Paulo, essa equipe criou um modelo padrão, o presidente percebeu logo que só com um banco comercial, a gente não tinha produtos suficientes para viabilizar as necessidades dos clientes, então ele vendeu todas as agências do interior do Ceará, trocou com o Bamerindus pela Financeira Tibagi, que virou BMC Financeira. Nós passamos a ter produtos de varejo, a BMC Financeira, e o banco comercial.
O banco continuou localizado na Alameda Santos com a Rua Augusta?
Mário Feitoza. Continuou no mesmo local, tinha um subsolo com 16 vagas de garagem, um térreo, um mezzanino, um primeiro, segundo e terceiro andar, e depois ficamos até o nono andar. Nós fomos agregando carteira de câmbio, carteira de finanças, estrutura de captação, mesa de operações, mesa de open market, e a gente foi criando uma estrutura para poder atender ao mercado daquela clientela específica. Então nós não éramos mais nada de varejo, agências extremamente ao estilo loja, concepção definida com a participação muito forte do Nelson Pinheiro, com nossos arquitetos, com nossos estrategistas. A idéia era fazer uma agência onde o cliente se sentisse em uma butique, com tratamento personalizado, com tudo que pudesse dar de sofisticação, porque os clientes eram especiais, eram poucos, mas eram especiais. Eram poucos relativamente, porque cada cliente tinha 20, 30 pessoas dentro da empresa para o banco dar atenção, tinham um [departamento] financeiro extremamente grande. A gente fazia pagamento a fornecedores, cobrança, fazia financiamentos, repasses, recolhimento de impostos, fazia câmbio, câmbio-exportação, importação. Não fazíamos câmbio manual, porque não era o objetivo do banco, tratávamos de assuntos que fossem de exclusiva estratégia dentro do planejamento dos clientes. Em 1984, 1985 e 1986, nós pegamos o modelo São Paulo. Eu já havia assimilado 100% a praça, os bancos, a estratégia, os produtos, e já havia contratado todos os gerentes, os diretores, já estava com os clientes dentro, já tinha caixa, o banco estava robusto, já arrumado, aí eu fui para o Rio de Janeiro.
Mário Feitoza. Continuou no mesmo local, tinha um subsolo com 16 vagas de garagem, um térreo, um mezzanino, um primeiro, segundo e terceiro andar, e depois ficamos até o nono andar. Nós fomos agregando carteira de câmbio, carteira de finanças, estrutura de captação, mesa de operações, mesa de open market, e a gente foi criando uma estrutura para poder atender ao mercado daquela clientela específica. Então nós não éramos mais nada de varejo, agências extremamente ao estilo loja, concepção definida com a participação muito forte do Nelson Pinheiro, com nossos arquitetos, com nossos estrategistas. A idéia era fazer uma agência onde o cliente se sentisse em uma butique, com tratamento personalizado, com tudo que pudesse dar de sofisticação, porque os clientes eram especiais, eram poucos, mas eram especiais. Eram poucos relativamente, porque cada cliente tinha 20, 30 pessoas dentro da empresa para o banco dar atenção, tinham um [departamento] financeiro extremamente grande. A gente fazia pagamento a fornecedores, cobrança, fazia financiamentos, repasses, recolhimento de impostos, fazia câmbio, câmbio-exportação, importação. Não fazíamos câmbio manual, porque não era o objetivo do banco, tratávamos de assuntos que fossem de exclusiva estratégia dentro do planejamento dos clientes. Em 1984, 1985 e 1986, nós pegamos o modelo São Paulo. Eu já havia assimilado 100% a praça, os bancos, a estratégia, os produtos, e já havia contratado todos os gerentes, os diretores, já estava com os clientes dentro, já tinha caixa, o banco estava robusto, já arrumado, aí eu fui para o Rio de Janeiro.
A vez do Rio, BH, Brasília.
Mário Feitoza. Eu fiz a mesma estratégia no Rio de Janeiro. Partindo do zero, banco, praça, cliente, produto, equipe, contratei todo mundo, dei roupa nova a todo mundo, e o Rio de Janeiro explodiu, aí eu fui pra Brasília, fui pra Belo Horizonte, e Fortaleza, onde fizemos grandes mudanças. Saímos de uma enorme quantidade de agências e enxugamos, criando estratégias diferenciadas, e assim mesmo ainda atuando no Ceará com médias e pequenas empresas, em homenagem ao fato de ali ser a sede do banco. Fomos fazer a mesma estrutura em Salvador, e a agência de Salvador passou a ser uma grande satisfação, porque passou a ser uma das maiores agências do banco, concorria com o Safra, concorria com BCN, com o banco Itaú, com banco estrangeiro, com tudo, e nós éramos um dos maiores da praça, porque simplesmente não perdíamos o foco. Íamos exatamente ao ponto, não gastávamos bala nem vela com defunto ruim.
Mário Feitoza. Eu fiz a mesma estratégia no Rio de Janeiro. Partindo do zero, banco, praça, cliente, produto, equipe, contratei todo mundo, dei roupa nova a todo mundo, e o Rio de Janeiro explodiu, aí eu fui pra Brasília, fui pra Belo Horizonte, e Fortaleza, onde fizemos grandes mudanças. Saímos de uma enorme quantidade de agências e enxugamos, criando estratégias diferenciadas, e assim mesmo ainda atuando no Ceará com médias e pequenas empresas, em homenagem ao fato de ali ser a sede do banco. Fomos fazer a mesma estrutura em Salvador, e a agência de Salvador passou a ser uma grande satisfação, porque passou a ser uma das maiores agências do banco, concorria com o Safra, concorria com BCN, com o banco Itaú, com banco estrangeiro, com tudo, e nós éramos um dos maiores da praça, porque simplesmente não perdíamos o foco. Íamos exatamente ao ponto, não gastávamos bala nem vela com defunto ruim.
Foco e obstinação.
Mário Feitoza. Nós sabíamos o perfil dos clientes que queríamos. E assim formávamos uma equipe para ele. Eu sabia a empresa que gostava do gerente, do diretor, eu ia na empresa, e falava de qualquer jeito com o presidente, ou com o diretor financeiro, e eu perguntava, quem melhor lhe atende, quem é o banco que melhor ocupa seus espaços, quem é o diretor, quais os gerentes, quem atende no câmbio, quem atende no open market, e ele me dava a solução dele, eu ia no mercado e a gente ia buscar pelo preço de uma negociação, que envolvia resultado e participação do próprio diretor no processo, porque era uma maneira de remunerar diferenciado, porque a gente não deixava o profissional só com o salário fixo dele. Era mais fácil tirar ele do banco dele, porque eu dizia: você vem ser sócio do banco BMC, você vem conjugar com a gente os resultados, tudo que você fizer você vai estar dentro do seu banco, o banco da Bahia é seu, o banco de São Paulo é seu, os bancos são seus e da sua equipe, todo mundo ganha com os resultados.
Mário Feitoza. Nós sabíamos o perfil dos clientes que queríamos. E assim formávamos uma equipe para ele. Eu sabia a empresa que gostava do gerente, do diretor, eu ia na empresa, e falava de qualquer jeito com o presidente, ou com o diretor financeiro, e eu perguntava, quem melhor lhe atende, quem é o banco que melhor ocupa seus espaços, quem é o diretor, quais os gerentes, quem atende no câmbio, quem atende no open market, e ele me dava a solução dele, eu ia no mercado e a gente ia buscar pelo preço de uma negociação, que envolvia resultado e participação do próprio diretor no processo, porque era uma maneira de remunerar diferenciado, porque a gente não deixava o profissional só com o salário fixo dele. Era mais fácil tirar ele do banco dele, porque eu dizia: você vem ser sócio do banco BMC, você vem conjugar com a gente os resultados, tudo que você fizer você vai estar dentro do seu banco, o banco da Bahia é seu, o banco de São Paulo é seu, os bancos são seus e da sua equipe, todo mundo ganha com os resultados.
Os executivos dentro do negócio.
Mário Feitoza. O diretor participava dos resultados, como a equipe dele toda participava dos resultados — e isso era uma inovação. Se eu quero ter resultados, e eu vou buscar a melhor forma para obtê-los, eu quero que a equipe que continua ganhando, que continua dando atenção, dando atendimento, e fazendo todo o serviço bancário dentro do script como foi definido, nada mais justo do que a equipe participar dos resultados. E assim nós fizemos em Maceió, junto às usinas de cana-de-açúcar, eram segmentos próprios de cada região, tem pólo sulcro-alcooleiro, tem a área agrícola na produção direta de álcool e distribuição de álcool. Então começamos a buscar os grandes empresários naquela área.
Mário Feitoza. O diretor participava dos resultados, como a equipe dele toda participava dos resultados — e isso era uma inovação. Se eu quero ter resultados, e eu vou buscar a melhor forma para obtê-los, eu quero que a equipe que continua ganhando, que continua dando atenção, dando atendimento, e fazendo todo o serviço bancário dentro do script como foi definido, nada mais justo do que a equipe participar dos resultados. E assim nós fizemos em Maceió, junto às usinas de cana-de-açúcar, eram segmentos próprios de cada região, tem pólo sulcro-alcooleiro, tem a área agrícola na produção direta de álcool e distribuição de álcool. Então começamos a buscar os grandes empresários naquela área.
BMC muda para São Paulo.
Mário Feitoza. O banco mudou para São Paulo exatamente em fevereiro de 1986. O Jaime veio com os irmãos Nelson e Norberto e instalaram em São Paulo, aí, quando mudou, o banco veio pra Avenida Paulista, saiu da Alameda Santos. Assim acabava o pensamento de banco regional, de banco nordestino. O banco passou a ser paulista. Acabou o tratamento de Fortaleza como uma unidade produtora de oportunidades, com grandes clientes. Da mesma forma em várias agências, vimos que a gente não tinha perfil para ficar em Teresina, fechamos Teresina, Belém e Manaus. Ficaram Fortaleza, Recife, Alagoas, Maceió, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Campinas. O banco foi reposicionado, criando poucas agências, poucos clientes, bons clientes, bons executivos, os melhores do mercado, alta tecnologia, produção de serviços extremamente personalizados, e com foco em alguns objetivos bem definidos. Eu fiquei 1986 e 1987 no Rio, quando foi no final de 1987, o Jaime me chamou pra ser diretor geral do banco em São Paulo.
Mário Feitoza. O banco mudou para São Paulo exatamente em fevereiro de 1986. O Jaime veio com os irmãos Nelson e Norberto e instalaram em São Paulo, aí, quando mudou, o banco veio pra Avenida Paulista, saiu da Alameda Santos. Assim acabava o pensamento de banco regional, de banco nordestino. O banco passou a ser paulista. Acabou o tratamento de Fortaleza como uma unidade produtora de oportunidades, com grandes clientes. Da mesma forma em várias agências, vimos que a gente não tinha perfil para ficar em Teresina, fechamos Teresina, Belém e Manaus. Ficaram Fortaleza, Recife, Alagoas, Maceió, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Campinas. O banco foi reposicionado, criando poucas agências, poucos clientes, bons clientes, bons executivos, os melhores do mercado, alta tecnologia, produção de serviços extremamente personalizados, e com foco em alguns objetivos bem definidos. Eu fiquei 1986 e 1987 no Rio, quando foi no final de 1987, o Jaime me chamou pra ser diretor geral do banco em São Paulo.
A saída do BMC, um novo desafio.
Mário Feitoza. Permaneci no banco BMC até maio de 1992, quando fui contratado pelo Banco Mercantil de Pernambuco, do doutor Armando de Queiroz Monteiro Filho. Na realidade o fechamento da proposta para mudança de banco foi precedido por diversas reuniões com o Diretor Superintendente do banco Mercantil, Eduardo Monteiro. Eduardo me perguntou: Qual é o segredo? “Assine meu contrato que eu lhe digo o segredo.” respondi. Ele se apresentava com grandes qualidades: jovem, inteligente, habilidoso e bom negociador. Todos os propósitos eram para desenvolver um banco regional, com concentração de agências do nordeste — principalmente em Pernambuco — e em todo território nacional, assim como os modelos anteriores dos bancos. Designado Diretor-Executivo-Sul fixamos base nos estados da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. Desde a montagem da estrutura organizacional das agências, executivos e administrativos/operacionais, principais clientes ativos/passivos, produtos, estratégias de mercado, além de desenvolvimento de negócios coorporativos. Estruturação da Direção-geral com a profissionalização do crédito, formalização das operações, da financeira, dos produtos e do acompanhamento do resultado por clientes, por unidade e por gerente. Basta verificar uns dados históricos do Banco Central para acompanhar e constatar os incrementos gerados nas receitas, ativos e retorno sobre patrimônio líquido. É claro que estou falando de equipe, nada é individual, tudo é pensado em conjunto e buscando resultados. Em 1995, o Banco Central decretou intervenção no banco Mercantil exatamente no dia 11 de agosto, juntamente com outras instituições como o Banco Econômico e o Banco Comercial SP, por motivos de gestão irregular que fogem à minha alçada julgar. Não entendi até hoje, mas fiquei ainda até 11 de agosto de 1996, um ano após a definição da venda do “good bank” para o Banco Rural via PROER —Programa Especial de Recuperação Financeira — instituído pelo Governo FHC e indicado um liquidante para administrar o “bad bank” ficando todos nós, Diretores Executivos com bens indisponíveis e impedidos de administrar instituições financeiras. Acho que o Banco Central castigou muita gente que não merecia. Apurem os fatos.
Mário Feitoza. Permaneci no banco BMC até maio de 1992, quando fui contratado pelo Banco Mercantil de Pernambuco, do doutor Armando de Queiroz Monteiro Filho. Na realidade o fechamento da proposta para mudança de banco foi precedido por diversas reuniões com o Diretor Superintendente do banco Mercantil, Eduardo Monteiro. Eduardo me perguntou: Qual é o segredo? “Assine meu contrato que eu lhe digo o segredo.” respondi. Ele se apresentava com grandes qualidades: jovem, inteligente, habilidoso e bom negociador. Todos os propósitos eram para desenvolver um banco regional, com concentração de agências do nordeste — principalmente em Pernambuco — e em todo território nacional, assim como os modelos anteriores dos bancos. Designado Diretor-Executivo-Sul fixamos base nos estados da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. Desde a montagem da estrutura organizacional das agências, executivos e administrativos/operacionais, principais clientes ativos/passivos, produtos, estratégias de mercado, além de desenvolvimento de negócios coorporativos. Estruturação da Direção-geral com a profissionalização do crédito, formalização das operações, da financeira, dos produtos e do acompanhamento do resultado por clientes, por unidade e por gerente. Basta verificar uns dados históricos do Banco Central para acompanhar e constatar os incrementos gerados nas receitas, ativos e retorno sobre patrimônio líquido. É claro que estou falando de equipe, nada é individual, tudo é pensado em conjunto e buscando resultados. Em 1995, o Banco Central decretou intervenção no banco Mercantil exatamente no dia 11 de agosto, juntamente com outras instituições como o Banco Econômico e o Banco Comercial SP, por motivos de gestão irregular que fogem à minha alçada julgar. Não entendi até hoje, mas fiquei ainda até 11 de agosto de 1996, um ano após a definição da venda do “good bank” para o Banco Rural via PROER —Programa Especial de Recuperação Financeira — instituído pelo Governo FHC e indicado um liquidante para administrar o “bad bank” ficando todos nós, Diretores Executivos com bens indisponíveis e impedidos de administrar instituições financeiras. Acho que o Banco Central castigou muita gente que não merecia. Apurem os fatos.
O Grupo MCF.
Mário Feitoza. Em 1987, criei a marca fomento comercial, que depois mudou para MCF Factoring, na época da criação das empresas de factoring. Achamos que, futuramente, poderia se transformar em “carta patente” do Banco Central, na tão esperada Reforma bancária. Esta empresa existe até hoje somente no papel. Nunca funcionou, a não ser o registro de balanço de abertura para a total inatividade. Em 1992, criei a MCF Consultores e Associados para prestar serviços de consultoria a bancos estrangeiros e grandes grupos nacionais. Aos bancos estrangeiros mostravamos a formalização e operacionalização dos maiores negócios do Brasil, junto a empresas públicas e privadas, negociação que envolvia cada uma das etapas de todo desenvolvimento de uma operação financeira. A estrutura central nas principais articulações e as fontes que se apresentariam com esta vulnerabilidade na gestão desses ativos financeiros. Estávamos sempre ligados à operações de crédito. Operações de mercado de capitais, estruturas de recebíveis e securitização, Project finance e corporate finance. Nos grandes grupos nacionais, optamos pela estruturação de negócios para atender as demandas definidas pelos bancos estrangeiros, que se apresentavam com melhor prazo e menores taxas. Participamos de privatizações brasileiras junto aos segmentos de energia, telefonia e rodovia, sempre com o objetivo de somar investidores nacionais e institucionais e faltava recurso junto aos consórcios, de sorte a viabilizar as principais variáveis no grande quadro empresarial e sucessorial do processo de descentralização da economia brasileira. A MCF Consultores hoje é ativa e possui vários clientes, juntamente com outra empresa do nosso Grupo, a DWI-Estruturada. Em 1996, experimentando a decisão do Banco Central de criar o correspondente bancário, surgiu a MCF Promotora de Administração de Crêdito Facility, modelo para aumentar a agilidade dos bancos, sem ameaçar os Spreads, através de nomeações de empresas comerciais, cuja administração fosse ocupada por pessoal do ramo financeiro – as agências bancárias possuíam grandes suntuosidades peculiares do segmento e salários bancários engordados por várias conquistas em dissídios coletivas.
Com a necessidade de uma melhor solução de crédito consignado, a Facility encomendou um modelo de gestão diferenciada para o negócio à uma empresa nossa, a MCF Tecnologia, especializada em desenvolvimento de Software e Call Centers para grandes instituições financeiras. > O resultado veio com o Facility Card, através da tecnologia de cartão smart: leitoras, impressoras, Data Center e softwares próprios para gerenciamento das margens consignáveis dos servidores e funcionários. De forma ágil, automática, segura, transparente e de alta confiabilidade para o setor público e privado, além de oferecer atendimento eletrônico e convencional aos usuários, de sorte a criar modelos competitivos e servir de base e referência para todo o mercado nacional. Este modelo atendia às necessidades de empréstimos e demais benefícios/serviços, e a evolução foi a criação do cartão de crédito consignado (primeiro do mercado brasileiro) em folha de pagamento do servidor/funcionário, com bandeira nacionalmente conhecida, gerando o Facility Card Visa. Criamos outras empresas que estão sendo aperfeiçoadas para melhorar soluções em alta tecnologia. Atualmente, já estão sendo testadas em projetos pilotos como a Telli — Tecnologia e Logística e a Kommo, uma espécie de correspondente bancário para área internacional.
Mário Feitoza. Em 1987, criei a marca fomento comercial, que depois mudou para MCF Factoring, na época da criação das empresas de factoring. Achamos que, futuramente, poderia se transformar em “carta patente” do Banco Central, na tão esperada Reforma bancária. Esta empresa existe até hoje somente no papel. Nunca funcionou, a não ser o registro de balanço de abertura para a total inatividade. Em 1992, criei a MCF Consultores e Associados para prestar serviços de consultoria a bancos estrangeiros e grandes grupos nacionais. Aos bancos estrangeiros mostravamos a formalização e operacionalização dos maiores negócios do Brasil, junto a empresas públicas e privadas, negociação que envolvia cada uma das etapas de todo desenvolvimento de uma operação financeira. A estrutura central nas principais articulações e as fontes que se apresentariam com esta vulnerabilidade na gestão desses ativos financeiros. Estávamos sempre ligados à operações de crédito. Operações de mercado de capitais, estruturas de recebíveis e securitização, Project finance e corporate finance. Nos grandes grupos nacionais, optamos pela estruturação de negócios para atender as demandas definidas pelos bancos estrangeiros, que se apresentavam com melhor prazo e menores taxas. Participamos de privatizações brasileiras junto aos segmentos de energia, telefonia e rodovia, sempre com o objetivo de somar investidores nacionais e institucionais e faltava recurso junto aos consórcios, de sorte a viabilizar as principais variáveis no grande quadro empresarial e sucessorial do processo de descentralização da economia brasileira. A MCF Consultores hoje é ativa e possui vários clientes, juntamente com outra empresa do nosso Grupo, a DWI-Estruturada. Em 1996, experimentando a decisão do Banco Central de criar o correspondente bancário, surgiu a MCF Promotora de Administração de Crêdito Facility, modelo para aumentar a agilidade dos bancos, sem ameaçar os Spreads, através de nomeações de empresas comerciais, cuja administração fosse ocupada por pessoal do ramo financeiro – as agências bancárias possuíam grandes suntuosidades peculiares do segmento e salários bancários engordados por várias conquistas em dissídios coletivas.
Com a necessidade de uma melhor solução de crédito consignado, a Facility encomendou um modelo de gestão diferenciada para o negócio à uma empresa nossa, a MCF Tecnologia, especializada em desenvolvimento de Software e Call Centers para grandes instituições financeiras. > O resultado veio com o Facility Card, através da tecnologia de cartão smart: leitoras, impressoras, Data Center e softwares próprios para gerenciamento das margens consignáveis dos servidores e funcionários. De forma ágil, automática, segura, transparente e de alta confiabilidade para o setor público e privado, além de oferecer atendimento eletrônico e convencional aos usuários, de sorte a criar modelos competitivos e servir de base e referência para todo o mercado nacional. Este modelo atendia às necessidades de empréstimos e demais benefícios/serviços, e a evolução foi a criação do cartão de crédito consignado (primeiro do mercado brasileiro) em folha de pagamento do servidor/funcionário, com bandeira nacionalmente conhecida, gerando o Facility Card Visa. Criamos outras empresas que estão sendo aperfeiçoadas para melhorar soluções em alta tecnologia. Atualmente, já estão sendo testadas em projetos pilotos como a Telli — Tecnologia e Logística e a Kommo, uma espécie de correspondente bancário para área internacional.
Outras atividades.
Mário Feitoza. Desde 1989, adquirimos fazendas e propriedades na região dos Inhamuns, berço dos Feitosa, hoje detentora da marca Mar e Rio, produtos derivados da tilápia, e Arraial do Sol, de derivados de caprinos e ovinos. São cortes especiais que estão em fase de teste, são produzidos através de frigoríficos arrendados e terceirizados, até que se produzam os resultados compatíveis com os níveis de viabilidade econômica, que justificam o investimento em escala. Outra atividade da MCF Agropecuária é a criação de cavalos de raça chilena Crioulo, além da locação de máquinas e equipamentos, produção agrícola de grãos e caprinos e ovinos de pista das raças Anglo Nubiano e Santa Inês. Ultimamente encomendamos pesquisas e estudos para investirmos na área de saúde, buscando alternativas que induzam a referência, localização e as vantagens que o Nordeste propicia. Tudo pela proximidade com Europa e Estados Unidos. Nossas expectativas estão voltadas para implantarmos uma unidade hospitalar — Eco Saúde de forma a contemplar gestão especializada nas áreas de Cura — Oncologia, Urologia, Ortopedia, Cardiologia e Neurologia — e Bem — Unidade de Rejuvenescimento, Spa de Saúde, Clinica Reparadora, Check-Up, Módulo de Embelezamento. Foco principalmente no turismo de saúde. Talvez neste lado haja um pouco da emoção por ter um filho médico que é cirurgião oncológico, porém longe de ultrapassar as barreiras da responsabilidade e da viabilidade econômica.
Mário Feitoza. Desde 1989, adquirimos fazendas e propriedades na região dos Inhamuns, berço dos Feitosa, hoje detentora da marca Mar e Rio, produtos derivados da tilápia, e Arraial do Sol, de derivados de caprinos e ovinos. São cortes especiais que estão em fase de teste, são produzidos através de frigoríficos arrendados e terceirizados, até que se produzam os resultados compatíveis com os níveis de viabilidade econômica, que justificam o investimento em escala. Outra atividade da MCF Agropecuária é a criação de cavalos de raça chilena Crioulo, além da locação de máquinas e equipamentos, produção agrícola de grãos e caprinos e ovinos de pista das raças Anglo Nubiano e Santa Inês. Ultimamente encomendamos pesquisas e estudos para investirmos na área de saúde, buscando alternativas que induzam a referência, localização e as vantagens que o Nordeste propicia. Tudo pela proximidade com Europa e Estados Unidos. Nossas expectativas estão voltadas para implantarmos uma unidade hospitalar — Eco Saúde de forma a contemplar gestão especializada nas áreas de Cura — Oncologia, Urologia, Ortopedia, Cardiologia e Neurologia — e Bem — Unidade de Rejuvenescimento, Spa de Saúde, Clinica Reparadora, Check-Up, Módulo de Embelezamento. Foco principalmente no turismo de saúde. Talvez neste lado haja um pouco da emoção por ter um filho médico que é cirurgião oncológico, porém longe de ultrapassar as barreiras da responsabilidade e da viabilidade econômica.
O futuro.
Mário Feitoza. Finalmente estamos em vários estados, atuando no varejo e no atacado, somos concentrados nas áreas financeira e de tecnologia. Márcia me compreende e sabe da necessidade de meus constantes deslocamentos, principalmente para São Paulo. Conto com duas forças que estão desde cedo ao meu lado que são meus dois filhos Márcio Feitoza (Fortaleza) e Marco Feitoza (São Paulo), ambos Vice-Presidentes que se revezam na atuação em todas as áreas e segmentos, atentos aos novos desafios. Espero que Marcelli e Marcelo — meus outros filhos — cheguem logo e se iniciem fortemente no grupo. Acho que preciso sair um pouco, talvez por metade de uma semana, pois estou sendo chamado para outros necessários desafios. “Liguem os fios” como diz a imprensa.
Mário Feitoza. Finalmente estamos em vários estados, atuando no varejo e no atacado, somos concentrados nas áreas financeira e de tecnologia. Márcia me compreende e sabe da necessidade de meus constantes deslocamentos, principalmente para São Paulo. Conto com duas forças que estão desde cedo ao meu lado que são meus dois filhos Márcio Feitoza (Fortaleza) e Marco Feitoza (São Paulo), ambos Vice-Presidentes que se revezam na atuação em todas as áreas e segmentos, atentos aos novos desafios. Espero que Marcelli e Marcelo — meus outros filhos — cheguem logo e se iniciem fortemente no grupo. Acho que preciso sair um pouco, talvez por metade de uma semana, pois estou sendo chamado para outros necessários desafios. “Liguem os fios” como diz a imprensa.
Matéria: Revista Fale
Policial é afastado da PRF
Acusado de assassinato fará atividade administrativas durante processo
O Policial Rodoviário Federal acusado de matar no último domingo (25) o ceramista Francisco Benedito Barbosa Gama, de 37 anos, em Paramoti, no Sertão Central, foi afastado das atividades nas ruas.Segundo o assessor de imprensa da PRF, inspetor Darlan Antares, o policial vai desempenhar apenas funções administrativas até o fim do processo.O superintendente substituto e o corregedor regional da PRF foram designados pela superintendência da instituição para acompanhar o caso.Em depoimento à corregedoria, o policial, ainda não identificado, disse que estava no carro dele, parado na rua, quando duas pessoas chegaram em uma moto. Uma delas desceu e teria ido em direção ao carro. Era Francisco Benedito, que levou três tiros do policial ao imaginar que se tratava de um assalto. Ele morreu a caminho do hospital de Canindé.
O Policial Rodoviário Federal acusado de matar no último domingo (25) o ceramista Francisco Benedito Barbosa Gama, de 37 anos, em Paramoti, no Sertão Central, foi afastado das atividades nas ruas.Segundo o assessor de imprensa da PRF, inspetor Darlan Antares, o policial vai desempenhar apenas funções administrativas até o fim do processo.O superintendente substituto e o corregedor regional da PRF foram designados pela superintendência da instituição para acompanhar o caso.Em depoimento à corregedoria, o policial, ainda não identificado, disse que estava no carro dele, parado na rua, quando duas pessoas chegaram em uma moto. Uma delas desceu e teria ido em direção ao carro. Era Francisco Benedito, que levou três tiros do policial ao imaginar que se tratava de um assalto. Ele morreu a caminho do hospital de Canindé.
Ficha Limpa pode atingir pelo menos 338 candidatos
A Lei da Ficha Limpa pode atingir pelas mãos das procuradorias eleitorais em todo o País ao menos 338 candidatos, entre eles nomes fortes da política nacional. O prazo final para julgamento dos pedidos de impugnação é dia 5 de agosto, mas os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) já começaram a indeferir registros de candidatura. O Estado que mais tem candidatos atingidos pela lei é São Paulo, com 46 pedidos de impugnação.
Entre os paulistas está o do deputado Paulo Maluf (PP), que tenta a reeleição. A Procuradoria Eleitoral considerou que o deputado foi condenado por decisão colegiada e está inelegível. Cabe recurso. Por meio de sua assessoria, Maluf afirmou que “confia na Justiça”. A lista no Estado ainda pode aumentar, já que na segunda-feira o órgão de São Paulo lança seu terceiro e último edital de candidatos enquadrados na Lei da Ficha Limpa.
Entre os paulistas está o do deputado Paulo Maluf (PP), que tenta a reeleição. A Procuradoria Eleitoral considerou que o deputado foi condenado por decisão colegiada e está inelegível. Cabe recurso. Por meio de sua assessoria, Maluf afirmou que “confia na Justiça”. A lista no Estado ainda pode aumentar, já que na segunda-feira o órgão de São Paulo lança seu terceiro e último edital de candidatos enquadrados na Lei da Ficha Limpa.
Fonte: Agência Estado
ACONTECEU NESTA TARDE ASSEMBLEIA GERAL DO SINDSEP PENTECOSTE
FELIZMENTE A ASSEMBLEIA GERAL DO SINDSEP OCORREU COMO O ESPERADO E FOI UM MOMENTO MUITO IMPORTANTE PARA A LUTA DOS SERVIDORES. A SEDE FICOU REPLETA DE SERVIDORES QUE PUDERAM OUVIR AS COLOCAÇÕES DA DIREÇÃO E TAMBÉM DE AIRTON DA CUT QUE CHAMOU A ATENÇÃO DOS SERVIDORES PARA SE ENGAJAREM NA LUTA. DISSE QUE NÓS SÓ CONSEGUIREMOS ALGUMA COISA MEDIANTE A FORÇA DA MOBILIZAÇÃO DA CATEGORIA. FALOU DAS GREVES QUE ESTÃO OCORRENDO ESTADO A FORA, TUDO EM DECORRÊNCIA DO DESRESPEITO DAS ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS PARA COM OS SERVIDORES.
TIVEMOS TAMBÉM A PRESENÇA DE DR. VALDECY, ADVOGADO DO SINDSEP, QUE FEZ CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES PARA OS SERVIDORES E ENCAMINHOU PROPOSTAS DE LUTAS E MANIFESTAÇÕES PARA PRESSIONAR O PODER PUBLICO A ATENDER AS EXIGÊNCIAS DOS SERVIDORES(MAGISTÉRIO), QUE PELO VISTO SERÁ PRECISO DEFLAGRAR UM ESTADO DE GREVE.
OS FILIADOS PRESENTES CONCORDARAM E SE COLOCARAM A DISPOSIÇÃO E DE ACORDO COM QUALQUER DECISÃO QUE VENHA A SER TOMADA PARA EXIGEIR QUE SEUS DIREITOS SEJAM RESPEITADOS.
FICAMOS FELIZES PELA PARTICIPAÇÃO DE TODOS E ESPERAMOS ADESÃO DE TODOS OS DEMAIS SERVIDORES PARA ENTRAR DE CABEÇA NESSA LUTA QUE É DE TODOS NÓS QUE SONHAMOS COM DIAS MELHORES.
EM BREVE MAIORES INFORMAÇÕES, FIQUEM ATENTOS
AGRADECE, PROFESSOR VALDENI CRUZ - VICE - PRESIDENTE DO SINDSEP
Obra de adutora Orós/Feiticeiro atinge três anos e meio de atraso
Orós Erro de engenharia provoca atraso de três anos e meio na construção da adutora que liga o Açude Orós à localidade de Feiticeiro, em Jaguaribe.
A obra ainda não foi recebida pelo Estado e não há data prevista de inauguração.
De acordo com o cronograma inicial, a obra deveria ter sido entregue no início de 2007.
A data para conclusão do serviço já foi remarcada pelo menos três vezes. A previsão atual é de 60 dias.
A transposição de água do Açude Orós, por meio de uma adutora de 18Km de extensão para a localidade de Feiticeiro, na zona rural do Município de Jaguaribe, tem importância fundamental para o abastecimento de água de uma população estimada em 20 mil pessoas, moradoras de áreas ribeirinhas e de outras comunidades rurais.
O projeto prevê a perenização do Vale do Feiticeiro e plantio de culturas irrigadas.
O projeto prevê a perenização do Vale do Feiticeiro e plantio de culturas irrigadas.
Fonte: Lindomar Rodriguês
Marcos Cals promete perdão de multas para motoqueiros
Em meio à polêmica sobre a atuação da antiga Companhia de Policiamento Rodoviário (CPRV) do Ceará, atual Polícia Rodoviária Estadual (PRE), alvo de crítica dos candidatos a oposição do governador Cid Gomes (PSB), o candidato tucano ao Governo, Marcos Cals (PSDB), apresentou ontem um pacote de propostas para a área de transportes, a serem implementadas em seu governo, caso seja eleito.
Na ocasião, o tucano voltou a criticar a atuação da PRE, que, segundo ele, usa da “arrogância” e “prepotência” diante dos mais pobres. “Sempre digo: a Polícia é a cara do governante. Se a Polícia é arrogante, é porque o governante também é arrogante”, repetiu frase que tem dito ao longo da campanha.
Na ocasião, o tucano voltou a criticar a atuação da PRE, que, segundo ele, usa da “arrogância” e “prepotência” diante dos mais pobres. “Sempre digo: a Polícia é a cara do governante. Se a Polícia é arrogante, é porque o governante também é arrogante”, repetiu frase que tem dito ao longo da campanha.
O anúncio ocorreu durante ato de campanha no município de Icapuí (202,3 km de Fortaleza). O plano de governo de Cals prevê ainda a execução de um programa de educação no trânsito, criação de uma auto-escola pública e a expansão dos postos de atendimento do Departamento de Trânsito do Ceará (Detran-CE) por todo o Estado, ampliando seu funcionamento.
”Nossa proposta contempla a ampliação dos postos de atendimento do Detran-CE para todas as regiões, descentralizando o trabalho para os municípios mais carentes”.
Para Cals, a ação da CPRV no Interior tem causado prejuízos para a população. Por isso, segundo ele, se eleito for, uma de suas primeiras atitudes será o envio de uma mensagem para a Assembleia Legislativa, que estabeleça o perdão das multas de motoqueiros e a adoção de um Refis para os que tem tenham débito com o IPVA.
Já a criação da auto-escola pública teria objetivo de beneficiar quem não têm recursos para adquirir carteira de motorista. “Se temos escolas e hospitais púbicos, nada mais do que justo termos também essa auto-escola”.
O POVO
Para Cals, a ação da CPRV no Interior tem causado prejuízos para a população. Por isso, segundo ele, se eleito for, uma de suas primeiras atitudes será o envio de uma mensagem para a Assembleia Legislativa, que estabeleça o perdão das multas de motoqueiros e a adoção de um Refis para os que tem tenham débito com o IPVA.
Já a criação da auto-escola pública teria objetivo de beneficiar quem não têm recursos para adquirir carteira de motorista. “Se temos escolas e hospitais púbicos, nada mais do que justo termos também essa auto-escola”.
O POVO
Pai de Bruce diz ter medo da polícia

Francisco das Chagas, pai de Bruce Cristian, confirmou, em
depoimento, que o PM Yuri Silveira quis atirar no jovem.
Para ele, todos "têm medo do Ronda do Quarteirão"
Francisco das Chagas de Oliveira Sousa, 37, pai de Bruce Cristian, contou que cruzou pela primeira vez, desde domingo, com uma viatura do programa Ronda do Quarteirão, na tarde de terça-feira, 28. Cerca de 48 horas depois da morte do filho de 14 anos por um tiro disparado domingo, 25, da pistola de um policial militar. “Se eu já tinha medo da Polícia, senti uma sensação muito ruim”, tenta descrever.
Ao chegar ao 4º Distrito Policial (Pio XII) para prestar depoimento, Francisco das Chagas caminhava sem pressa na companhia do irmão, o auxiliar em logística Adriano Oliveira. Na segunda declaração à Polícia – a primeira havia sido dada no 2º DP no domingo – o técnico em refrigeração confirmou ao delegado o relato da testemunha ouvida na última quarta-feira. O estudante de 20 anos que filmou os momentos seguintes à morte de Cristian afirmou que o tiro disparado pelo policial Yuri Silveira não foi acidental. Francisco apresentou uma nova denúncia de lesão corporal contra o policial.
O delegado que preside o inquérito, Munguba Neto, pediu nova narrativa de Francisco, mais detalhada. Ele queria tirar dúvidas que não ficaram esclarecidas no primeiro depoimento. Uma delas é que o pai diz que o policial teria atirado conscientemente.
Ainda conforme o delegado, o soldado acusado, em suas declarações no 2º DP, afirmou que, ao puxar a arma, ela teria disparado acidentalmente. A partir de segunda-feira, Munguba Neto deve notificar Yuri Silveira para que ele se apresente à delegacia para prestar depoimentos.
Revolta
O delegado que preside o inquérito, Munguba Neto, pediu nova narrativa de Francisco, mais detalhada. Ele queria tirar dúvidas que não ficaram esclarecidas no primeiro depoimento. Uma delas é que o pai diz que o policial teria atirado conscientemente.
Ainda conforme o delegado, o soldado acusado, em suas declarações no 2º DP, afirmou que, ao puxar a arma, ela teria disparado acidentalmente. A partir de segunda-feira, Munguba Neto deve notificar Yuri Silveira para que ele se apresente à delegacia para prestar depoimentos.
Revolta
Momentos antes do depoimento, Francisco das Chagas pediu desculpas pelo tom de revolta das palavras, mas não falava nada “além da verdade de quem teve um filho assassinado brutalmente”. Covarde é a palavra que ele encontrou para classificar o fato. Sem jeito, sem volta. “O pior é ver o filho morrendo e você não conseguir fazer nada”, disse, com a voz embargada.
O homem tinha um semblante abatido. Não podia ser verdade, dizia, que o Estado não enxergasse que a população tem medo do Ronda do Quarteirão. Ainda mais agora. “O policial tinha que ser homem para chegar e assumir o que fez. Vocês não sabe como é difícil para eu falar”, emociona-se. Uma marca que ele deve carregar sempre. “O que eu ‘ganhei’ (morte do filho) não esqueço pelo resto da vida”.
E-MAIS
De acordo com o delegado Munguba Neto, Francisco das Chagas abriu uma representação de lesão corporal culposa contra o policial Yuri Silveira. O técnico em refrigeração teria sido atingido pelo impacto da bala na moto que guiava no momento que o tiro atingiu o filho, Bruce Cristian, domingo, 25.
Os crimes cometidos por militares em serviço são investigados por uma vara especial, a da Auditoria Militar. No caso de um homicídio doloso (com intenção de matar) praticado em serviço, o suspeito seria julgado pela Justiça comum. No caso do homicídio culposo (sem intenção), é que o militar teria uma Justiça especializada.
De acordo com o promotor Joathan Machado, a prisão preventiva pedida pela Justiça Militar é legal por se tratar de uma prisão temporária administrativa. “Além do homicídio, devem existir outros delitos militares que estou investigando. Pode ter havido outro crime
militar que seria a omissão de socorro. Tudo em tese”.
De acordo com o delegado Munguba Neto, Francisco das Chagas abriu uma representação de lesão corporal culposa contra o policial Yuri Silveira. O técnico em refrigeração teria sido atingido pelo impacto da bala na moto que guiava no momento que o tiro atingiu o filho, Bruce Cristian, domingo, 25.
Os crimes cometidos por militares em serviço são investigados por uma vara especial, a da Auditoria Militar. No caso de um homicídio doloso (com intenção de matar) praticado em serviço, o suspeito seria julgado pela Justiça comum. No caso do homicídio culposo (sem intenção), é que o militar teria uma Justiça especializada.
De acordo com o promotor Joathan Machado, a prisão preventiva pedida pela Justiça Militar é legal por se tratar de uma prisão temporária administrativa. “Além do homicídio, devem existir outros delitos militares que estou investigando. Pode ter havido outro crime
militar que seria a omissão de socorro. Tudo em tese”.
CEL BRASIL ACREDITA EM EQUÍVOCO SOBRE PROCESSO PARA BARRAR COMPRA DE HILUX
" A Justiça do Ceará deferiu uma liminar barrando o andamento de uma licitação do Governo do Estado para a compra de 151 veículos modelo Hilux, da marca Toyota. A Nissan do Brasil Automóveis, fabricante da picape Frontier, argumentou que o edital restringe a participação de concorrentes. O secretário executivo da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), coronel Joel Brasil, questionado sobre o processo, acredita estar havendo um “equívoco”.
Para Brasil, a licitação define qual será a marca a ser comprada pelo Estado, o que representa a padronização solicitada. “Eu acredito que deva estar havendo um equívoco. Nós temos um plantel já grande e foi feito um processo de padronização. A licitação foi feita em relação à marca que forneceria. Foi uma licitação por marca, já que nós temos um número excessivo de veículos, para você não ter várias marcas, porque assim o custo seria maior.”
O secretário executivo informou que “o processo está na Procuradoria Geral do Estado (PGE), na Comissão de Licitação”. Ao final da entrevista, o coronel Joel Brasil voltou a frisar que a padronização da frota é necessária e que ter outras marcas representaria um custo maior. “A Nissan entrou com esse processo para participar, mas eu acredito que está havendo um equívoco, porque se existe uma padronização, é exatamente por isso, por causa da marca. A padronização é justamente para isso. Eu licito para saber quem vai me oferecer aquela determinada marca. Se eu começar a ter várias marcas, isso representa um custo maior para o estado”, finalizou.
A redação do portal Ceará Agora não conseguiu falar com o procurador geral do Estado, José Leite Jucá Filho."
Para Brasil, a licitação define qual será a marca a ser comprada pelo Estado, o que representa a padronização solicitada. “Eu acredito que deva estar havendo um equívoco. Nós temos um plantel já grande e foi feito um processo de padronização. A licitação foi feita em relação à marca que forneceria. Foi uma licitação por marca, já que nós temos um número excessivo de veículos, para você não ter várias marcas, porque assim o custo seria maior.”
Fonte: Portal Ceará Agora
Mais ideias e menos propaganda de TV
“Seria necessário que nossos candidatos de “centro-esquerda” estivessem preocupados em convencer o eleitorado mais com idéias e menos com o tempo de TV, os outdoors e os carros de som”
Henrique Mogadouro da Cunha*
Provavelmente se os principais candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano se sentassem para conversar, não num debate em que se quer ganhar do adversário, mas com a decência de agregar propostas e ideias, encontrariam muitas coisas em comum – e, pasmem, não seriam apenas as alianças obscuras, os financiadores oportunistas e a demagogia; disso todos nós sabemos, e eles sabem também.
Em 2005, o Brasil foi às urnas para dizer se era favorável ou contrário à proibição da venda de armas de fogo e munição em todo o território nacional. A coalizão em torno do “sim”, ainda que mal-sucedida, unia políticos de situação e oposição em torno de uma causa política, porém apartidária – coisa rara em nosso país. A derrota dessa opção no tal referendo foi resultado da força de outra coalizão que, curiosamente, também unia políticos de situação e oposição.
O referendo de 2005 mostrou que, a despeito de algumas tendências progressistas dos candidatos com chances de ocupar o Executivo federal, são precisamente as alianças desses partidos com pólos reacionários da política brasileira que freiam importantes iniciativas que poderiam uni-los. A título de exemplo, merecem atenção: a PEC do Trabalho Escravo (que prevê o confisco de terras de proprietários autuados por usar trabalho escravo); a possibilidade de união civil entre pessoas do mesmo sexo; a descriminalização do uso de drogas e seu reconhecimento como questão de saúde pública; a legalização da prática do aborto; a proibição do uso de imagens religiosas em repartições públicas. Duvido que Dilma ou Serra sejam contrários a essas medidas.
Pensar nessas discussões provavelmente desperta nos candidatos o pânico de tocar em assuntos polêmicos – tudo o que mais tentam evitar em período eleitoral. Se, por um lado, foi o PT quem incluiu algumas delas no PNDH-3 (Plano Nacional de Direitos Humanos), lançado em janeiro deste ano, a oposição mais feroz a tais pontos, por sua vez, não partiu do maior partido da oposição, o PSDB, mas de setores verdeiramente conservadores e reacionários que permeiam a maior parte dos partidos políticos brasileiros: a Igreja Católica (no tocante à sua moral, agredida pelo PNDH-3); e os ruralistas que travam a votação da PEC do Trabalho Escravo desde 2001.
Como é possível, no século XXI, o Estado brasileiro, supostamente laico, ser ainda tão atrelado aos interesses da Igreja Católica, a ponto de permitir que repartições públicas tenham estampado o cristo crucificado diante de seus cidadãos (católicos, umbandistas, protestantes, e por aí vai)? Como é possível, 122 anos depois da abolição, que o trabalho escravo seja tolerado e que sua defesa velada seja feita em pleno Congresso Nacional? Pior que isso, como é possível que os grandes partidos, supostamente de “centro-esquerda” (seja lá o que isso signifique), não se unam para resistir ao poderoso lobby conservador que desde sempre condiciona seu sucesso eleitoral? Como é possível que não chamem a população a se manifestar?
Tudo isso só é possível porque colocar os interesses do Brasil acima dos interesses partidários exigiria maturidade, honestidade, decência. Seria necessário, antes de mais nada, que nossos candidatos de “centro-esquerda” estivessem preocupados em convencer o eleitorado mais com idéias e menos com o tempo de TV, os outdoors e os carros de som – tudo pago com a venda de seus programas de governo a aliados que, na situação ou na oposição, estão sempre no poder. Deveríamos pedir aos candidatos que suas campanhas discutissem – que sonho! – projetos políticos, propostas para o país. Pouco provável, não é?
* Henrique Mogadouro da Cunha é estudante de Ciências Sociais da Universidade de São Paulo (USP).
quinta-feira, 29 de julho de 2010
ONÇA SUÇUARANA NA COZINHA!

Fonte: Cosmo/Com base nos dados do site do Geraldo Luís
MARCOS CALS PROPÕE PERDÃO DE MULTAS E CRIAÇÃO DE AUTO-ESCOLA PÚBLICA
Durante visita ao município de Icapui, nesta quinta-feira, dia 29, o candidato ao governo do Estado pelo PSDB, Marcos Cals, lançou um conjunto de propostas na área de transportes, que inclui o perdão e refinanciamento das dívidas aos donos de motos. Na entrevista à imprensa, Marcos Cals detalhou o projeto ao justificar a necessidade de sua implantação diante das ações da CPRV que , segundo ele, têm prejudicado a população mais pobre do interior:
Na entrevista aos jornalistas que cobriam a agenda em Fortim, Marcos Cals disse ainda que o seu projeto propõe um amplo programa de educação no trânsito e a criação de uma auto-escola pública:
ASSESSORIA DA COLIGAÇÃO POR UM CEARÁ MODERNO E FORTE
Na entrevista aos jornalistas que cobriam a agenda em Fortim, Marcos Cals disse ainda que o seu projeto propõe um amplo programa de educação no trânsito e a criação de uma auto-escola pública:
ASSESSORIA DA COLIGAÇÃO POR UM CEARÁ MODERNO E FORTE
Brasil é o terceiro pior país para você morrer
Por Marcos Montenegro - Da Redação em: Blog da Janga, Geral, Nacional | 10:26
O Brasil é o terceiro pior país para você morrer, entre 40 analisados pela consultoria Economist Intelligence Unit. O estudo foi feito levando-se em conta os cuidados paliativos e o conjunto de recursos aplicados pela equipe de saúde para dar mais dignidade e qualidade de vida a pacientes já sem possibilidades terapêuticas.
A performance dos países foi avaliada em notas que vão de 0 a 10 e o país canarinho obteve nota 2,2, abaixo somante da Uganda (2,1) e da Índia (1,9). O com melhor desempenho foi a Inglaterra, que teve nota 7,9, mesma da Austrália, seguida pela Nova Zelândia (7,7).
Confira a lista completa:
Os melhores:
1º. Inglaterra: 7,9
2º. Austrália: 7,9
3º. Nova Zelândia: 7,7
4º. Irlanda: 6,8
5º. Bélgica: 6,8
6º. Áustria: 6,6
7º. Holanda: 6,3
8º. Alemanha: 6,2
9º. Canadá: 6,2
10º. Estados Unidos: 6,2
1º. Inglaterra: 7,9
2º. Austrália: 7,9
3º. Nova Zelândia: 7,7
4º. Irlanda: 6,8
5º. Bélgica: 6,8
6º. Áustria: 6,6
7º. Holanda: 6,3
8º. Alemanha: 6,2
9º. Canadá: 6,2
10º. Estados Unidos: 6,2
Os Piores:
1º. Índia: 1,9
2º. Uganda: 2,1
3º. Brasil: 2,2
4º. China: 2,3
5º. México: 2,7
6º. Rússia: 2,8
7º. Túrquia: 2,8
8º. Malásia: 3,7
9º. Coréia do Sul: 3,7
10º. Portugal: 3,8
1º. Índia: 1,9
2º. Uganda: 2,1
3º. Brasil: 2,2
4º. China: 2,3
5º. México: 2,7
6º. Rússia: 2,8
7º. Túrquia: 2,8
8º. Malásia: 3,7
9º. Coréia do Sul: 3,7
10º. Portugal: 3,8
Com informações do Lista10.org
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